terça-feira, 12 de julho de 2011

Fundos imobiliários somam R$ 375,5 milhões no 1º semestre


Fonte: Agência Estado

Volume já é quase equivalente ao registrado no ano de 2010, quando esse mercado girou R$ 379 milhões


Os fundos de investimento imobiliário movimentaram R$ 375,502 milhões no primeiro semestre deste ano nos mercados de bolsa e balcão, registrando 29.789 negócios, de acordo com dados divulgados hoje pela BM&FBovespa. O volume já é quase equivalente ao registrado no ano de 2010, quando esse mercado girou R$ 379 milhões.

Atualmente, são 114 os fundos imobiliários registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com um patrimônio líquido total de aproximadamente R$ 10 bilhões. Do total, 54 fundos têm registro na Bolsa, que acumulam R$ 6,2 bilhões em patrimônio.

Em busca de maior transparência nas divulgações financeiras desse segmento, a CVM participou hoje, na sede da bolsa, em São Paulo, de um debate sobre o projeto de instrução proposto pela autarquia que pretende normatizar a elaboração e a apresentação contábil (de reconhecimento, classificação e mensuração de ativos e passivos) das demonstrações financeiras dos fundos de investimento no mercado doméstico. A questão também engloba o reconhecimento de receitas e apropriação de despesas.

Na prática, a proposta da CVM visa adotar como padrão o critério de reavaliação (conceito que se aproxima do valor de mercado ou valor justo) em fundos de investimento imobiliários (FIIs) que aplicarem em imóveis para renda. No caso de aplicação para venda, continuaria valendo o critério de custo de aquisição ou de construção. Entre outros pontos, a autarquia também está propondo a substituição da divulgação de balancetes semestrais por fluxo de caixa.

Segundo Osvaldo Zanetti Favero Junior, analista da CVM, a intenção é tornar as demonstrações mais claras e simples, com a adoção de critérios que são aplicáveis às companhias abertas. "O objetivo da nossa proposta é melhorar o processo de divulgação dessas informações para o mercado, simplificando os critérios financeiros, tornando a apresentação mais lógica." A proposta segue em audiência pública até o próximo dia 18.