quinta-feira, 31 de março de 2011

De olho no metrô, Rua dos Pinheiros pode virar Boulevard

Fonte: Diário do Comércio

A Rua dos Pinheiros, na zona oeste, é a mais nova via de São Paulo prestes a virar bulevar. A recém-criada Associação de Moradores e Empresários de Pinheiros (Amapi) quer calçadas mais largas e padronizadas, baias para estacionamento, bancos na frente de lojas, fiação elétrica aterrada e mais de 200 árvores plantadas em 1,7 km de via. A proposta é semelhante ao que foi feito na Oscar Freire em 2007.

Ainda sem projeto definido, a associação deu início à transformação da via de forma simbólica: plantando pinheiros. "É um absurdo que a rua, com esse nome, não tivesse sequer um pinheiro. Por isso plantamos duas mudas nas praças que delimitam a via", diz um dos fundadores da Amapi, Nelson Terra Barth, referindo-se às Praças Portugal e João Nassar.

Na reforma, a ideia é padronizar toda a rua nos moldes do que já foi feito no trecho próximo da futura Estação Fradique Coutinho da Linha 4-Amarela do Metrô. Lá, entre as Ruas Mourato Coelho e Mateus Grou, a fiação foi aterrada e a calçada, renovada. A reivindicação foi da Associação Comercial de São Paulo ao Metrô, que bancou a obra após deixar o trecho interditado por um ano, entre 2005 e 2006. Na época, diversos comerciantes abandonaram o local.

Um dos desafios do futuro bulevar é incentivar a circulação de pedestres na rua. "A não ser por alguns restaurantes, a movimentação da rua cai muito à noite. Queremos mais atividades culturais e trazer algumas livrarias", diz Barth. Mas ainda falta patrocínio. "Vamos tentar uma parceria com a iniciativa privada, além da ajuda dos comerciantes."

Espera. O bulevar não tem data para ficar pronto, mas os comerciantes da rua têm na ponta da língua o prazo ideal: perto da inauguração da Estação Fradique Coutinho, prometida para 2014. "Aguardamos ansiosamente por isso. Vai trazer um fluxo de pessoas que não existe hoje em dia", diz Graziela Ferreira Cabral, gerente de uma loja na frente do futuro metrô.

Mais adiante, o comerciante Glauco Félix acredita que a prioridade para a rua, muito antes de metrô ou bulevar, é encontrar uma solução para as enchentes. "Toda vez que chove aqui vira ponto de alagamento. Tem de resolver o problema."

Contra isso, a associação estuda repavimentar a via com um asfalto ecológico em desenvolvimento pela USP, mais permeável. A expansão da calçada feita de blocos intertravados, já usados em alguns trechos, também é pensada para facilitar o escoamento da água.