quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Brookfield melhora projeções para 2011


Fonte: Valor

Alexandre Dinkelman foi contratado para assumir as diretorias de Relação com os Investidores, no lugar de Tolosa, e Executiva e de Investimentos. A Brookfield, empresa que resultou da fusão da Brascan, Company e MB Engenharia, anunciou nova projeção de crescimento para 2011 - 30% acima da divulgada anteriormente - e expectativas para 2012, quando pretende lançar entre R$ 5,25 e R$ 5,75 bilhões e vender de R$ 4 bilhões a R$ 4,4 bilhões.

A nova meta a aproxima das maiores: PDG Realty, Cyrela e MRV. A empresa pretende lançar, em 2011, entre R$ 4,75 bilhões e R$ 5,25 bilhões e vender de R$ 3,8 bilhões a R$ 4,2 bilhões. A nova meta faz parte da estratégia da companhia, que está num esforço para mostrar ao mercado e aos investidores que está entrando em um novo patamar e acompanhando o primeiro escalão.

A Brookfield já está entre as maiores pelo volume de lançamentos e vendas, mas sempre ficou em desvantagem nos resultados financeiros. Vem melhorando este ano - o lucro líquido de janeiro a setembro atingiu R$ 266 milhões, 131% do lucro líquido de todo o ano passado - mas a margem no terceiro trimestre ficou em 12,9%, abaixo da média de 15% do mercado.

Ainda dentro dessa estratégia, a companhia contratou Alexandre Dinkelman para a diretoria de Relação com Investidores - no lugar de Luiz Rogélio Tolosa - e a diretoria Executiva e de Investimentos. Formado em engenharia pela PUC do Rio, com mestrado em Stanford, Dinkelman começou no Pactual e passou pela Even. A Brookfield esteve perto de comprar a Even, mas as conversas esfriaram.

A saída de Tolosa sacramenta o fim da participação de três dos cinco sócios da Company, comprada pela Brascan em setembro de 2008, no dia a dia da Brookfield. Gilberto Benevides está fora da companhia desde o meio do ano e Walter Lafemina, diretor de Operações, está se desligando agora. Como acionistas relevantes, Lafemina e Tolosa ficam no conselho de administração e nos comitês de Investimentos, Auditoria e Estratégia. Ficaram na operação da Brookfield apenas Luiz De Andrade Zanforlin - que recentemente assumiu as regionais Sul e interior de São Paulo - e Elias Calil Jorge, da engenharia.

A Brookfield fechou parceria com o Banco Mundial, através do braço privado IFC (International Finance Corporation), no valor de U$ 47 milhões para atuar no programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo Dinkelman, o objetivo é que os imóveis abaixo de R$ 130 mil, dentro do programa, representem de 15% a 20% das vendas.

"É um mercado muito grande, não faz sentido ficar de fora", afirma. Mesmo com uma margem mais apertada para atuar no segmento - com a alta do preço dos terrenos e o preço final fixado pelo governo na outra ponta - o executivo defende que é importante ter uma participação entre 15% a 20%.

O foco da companhia, porém, está na classe média (entre R$ 130 e R$ 500 mil) que deve representar 50% do negócio. Já os residenciais de alta renda devem ficar entre 10% a 15% e os escritórios, de 15% a 20%. Segundo o Valor apurou, a empresa está terminando a due dilligence e até o fim do ano deve fechar a aquisição da sede da Sadia e do terreno vizinho, que pertence à Fundação Atílio Fontana, de pensão dos funcionários da Sadia, por cerca de R$ 150 milhões. Fará um projeto residencial no local.