terça-feira, 5 de julho de 2011

Segmento comercial começa a voltar ao radar da construção civil


Fonte: Jornal DCI Online / SP

Construtoras e incorporadoras mantêm altas as expectativas de construção de prédios comerciais para 2011, e a ação deve ser reforçada neste segundo semestre.
No segmento de luxo, a consultoria internacional Jones Lang LaSalle afirmou que este ano já foram investidos R$ 4,6 bilhões no Brasil, ou seja, uma alta de 77% ante 2010. A retomada do segmento comercial vem logo depois da euforia da construção focada na classe econômica, com o programa "Minha Casa, Minha Vida", e dos investimentos federais centrados em obras de infraestrutura, mesmo com o sinal amarelo ligado quanto a uma possível desaceleração brasileira no setor de construção civil.

De acordo com Viviane Guirão, diretora da consultoria ITC Net, no ano passado os interesses das grandes construtoras estavam em outro segmento. "Mas isso já está mudando, as grandes empresas já fizeram suas aplicações nos outros setores, e a carência no setor comercial já começa a aparecer." E é o que vem acontecendo no Rio de Janeiro: de acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo os empreendimentos comerciais estão ganhando mais destaque este ano. O balanço da secretaria apontou aumento na concessão de licenças para a construção de imóveis comerciais cresceu 6.000% este ano.

De olho nesse segmento, a Even investe pela primeira vez no Rio e lança, nos próximos meses, três empreendimentos comerciais em bairros como Campo Grande, Jacarepaguá e Barra da Tijuca. A aposta da construtora está na construção do modelo "comerciais de bairro", com salas menores e capazes de atender aos novos moradores. O primeiro lançamento será em Campo Grande, que recebeu muitas unidades residenciais nos últimos anos e sente falta de serviços. "Teremos um ano com comerciais de bairro. É o caso de Campo Grande e Jacarepaguá. Já na Barra, o foco são grandes empresas, que estão migrando para a zona oeste. A Even aposta cada vez mais na cidade do Rio " diz Claudio Hermolin, diretor da construtora. A Fernandes Araújo e o Grupo Avanço e Aliados, além da Efer, também planejam lançar empreendimentos comerciais em Jacarepaguá este ano. Em São Paulo, o foco dos empreendimentos também é para atender a classe A, mas a mistura de construções residenciais e comerciais também se faz presente. Com valor geral de vendas (VGV) de R$ 250 milhões, o empreendimento de alto padrão "F.L, Faria Lima 4.300", uma parceria das incorporadoras Stan, SDI e Bramex, vendeu todas as 176 salas comerciais e 147 unidades residenciais durante o pré-lançamento.

Localizado na zona sul, na Avenida Faria Lima, um dos principais centros comerciais da capital paulista, a falta de terrenos para aquisição e a concentração de agentes financeiros, para Guirão, é o que mais motiva as vendas. "Quando há oferta, com certeza há demanda. O problema, em São Paulo, tem sido a falta de localização adequada para esses prédios." De acordo com a especialista, são os terrenos em locais como a Faria Lima que fazem a taxa de vacância na cidade São Paulo tão baixa. "Entre os imóveis de alto padrão essa taxa é de 0,4%, o que torna sua localização ainda mais valorizada", esclareceu.

Também de olho no mercado de luxo comercial, a incorporadora Bueno Netto começou este mês a construção da Berrini One, que conta com um valor geral de vendas de R$ 500 milhões e previsão de entrega em dezembro de 2013. De acordo com números da ITC Net, o Brasil registrou nos três primeiros meses deste ano uma queda de 37% de investimentos ante ao mesmo período de 2010. Durante o primeiro trimestre o Brasil registrou investimentos de US$ 23, 6 bilhões em construções comerciais, enquanto o valor aplicado em 2010 somaram US$ 37,5 bilhões. "Não podemos dizer que essa queda de 37% signifique perdas na construção civil, porque os aportes apenas mudaram de foco, e foram mais para o setor industrial e residencial ", afirmou Guirão.

No mundo
O Brasil não é o único que vem correndo atrás de crescimento no setor comercial. As transações imobiliárias no mundo quase dobraram no primeiro semestre, voltando aos níveis pré-crise.

Os investimentos imobiliários comerciais globais totalizaram US$ 132 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, ante US$ 76 bilhões em igual período do ano passado, ainda segundo a Jones Lang LaSalle.

Os negócios realizados fora do país do investidor atingiram US$ 56,8 bilhões, alta de 141%. "O crescimento reflete a diminuição do medo dos investidores", diz André Rosa, diretor da Jones Lang LaSalle. A consultoria estima que o volume global no fim deste ano deva ficar entre US$ 275 bilhões e US$ 300 bilhões, bem acima do resultado registrado no ano passado, de US$ 209 bilhões.

288 imóveis comerciais
Presente em 20 países, o grupo internacional AOS Studley, com sede na Europa e nos Estados Unidos, também abriu sua unidade no Brasil, para integrar a rede internacional do grupo especializado em consultoria imobiliária corporativa. Para vir ao Brasil, a empresa se associou à Base Real Estate. Como resultado da operação de participação no capital da empresa, a Base passa a adotar o nome AOS Studley Brasil.

Em 2010, a AOS Studley faturou 100 milhões de euros, e seu objetivo no Brasil é encontrar clientes em setores como bens de produção e de consumo, mercado financeiro, tecnologia, publicidade, farmacologia, logística.

Na opinião da sócia e diretora de Negócios Rosangela Dower, essa união permitirá também melhor atendimento a clientes internacionais dispostos a abrir unidades no Brasil. "Acabamos definitivamente com as nossas fronteiras. Estamos aptos a atender companhias interessadas em se instalar no Brasil", diz.

GR Properties investe R$ 155 milhões para diversificar atuação no mercado imobiliário


Fonte: PINIweb.com.br

Incorporadora pretende ampliar os negócios no segmento industrial, além de lançamentos de edifícios residenciais e comerciais previstos para breve.
A incorporadora GR Properties anunciou um investimento de R$ 155 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em diversos setores do mercado imobiliário. A empresa pretende ampliar sua atuação principalmente no segmento de condomínios de galpões industriais. "Como somos uma incorporadora de imóveis geradores de renda, não podíamos deixar bons negócios passarem por nós despercebidos", disse Guilherme Rossi, diretor-geral da GR Properties.

A empresa já está construindo condomínios industriais na região de Campinas (SP) e lançou neste mês seu primeiro empreendimento de salas comerciais, no bairro da Penha, em São Paulo. De acordo com Rossi, a GR Properties também deverá lançar prédios de alto padrão com apartamentos compactos já decorados, ideal para investidores que desejam disponibilizar esses espaços para locação. "Serão empreendimentos muito bem localizados, em regiões nobres, para atender à imensa demanda que temos no mercado por apartamentos de um e dois dormitórios", afirma o executivo.

"Todas as projeções de negócios para os próximos cinco anos são agressivas. O Brasil está em ascensão vertiginosa e vamos atrás sempre das novas tendências do mercado. Os investidores têm ficado muito satisfeitos com o nosso modelo de negócio. Essa parceria tem sido um sucesso e o retorno para todos os envolvidos é muito relevante", finaliza Rossi.

Bueno Netto testa novas regiões na capital paulista


Fonte: Focando.com.br

Tradicional da Vila Olímpia, incorporadora é empurrada por concorrentes para outros mercados.
Com 35 anos de vida, a construtora e incorporadora Bueno Netto dominou bairros que se tornaram nobres em São Paulo ao longo desse período. São os “reis” da Vila Olímpia, onde construíram 21 prédios. No Itaim-Bibi e Faria Lima, foram mais dez. Sem conseguir atuar nos mercados cativos – que foram inundados pela concorrência que, junto com eles próprios, esgotaram o potencial construtivo disponível – partem para outras regiões de São Paulo. Elegeram o extremo sul da cidade como nova fronteira e já começam a estudar a possibilidade de reformar prédios antigos na capital paulista, o que é muito comum no Rio.

Mais uma entre tantas as empresas que ganharam o sobrenome do fundador, a empresa continua sendo gerida por Adalberto Bueno Netto, 61 anos, que tem seus dois filhos, Carlos Alberto e Guilherme, no negócio. Sem capital aberto, a companhia tem uma estimativa dos seus números. Fazendo as contas na hora – a simples soma do valor de cada empreendimento – pai e filho chegam ao VGV (valor geral de vendas): R$ 600 milhões é a previsão para este ano, repetindo o desempenho de 2010.

Como teste em novas regiões, Adalberto está empenhado na venda do que será um de seus maiores empreendimentos: um edifício de 32 mil m2 de área locável na esquina da Berrini com a Bandeirantes no terreno que pertenceu ao Pão de Açúcar e demandou mais de cinco anos de aprovações. Resolveu vender diretamente aos investidores, andar por andar, e recorreu aos antigos clientes da Vila Olímpia. “Se fosse vender ara um único investidor, não conseguiria o mesmo preço”, diz Adalberto Bueno Netto, que vende o metro quadrado por R$ 16 mil.

Lançado em maio, o prédio está 60% vendido. O empresário calcula que o aluguel na região fique em torno de R$ 130 a R$ 140 por metro quadrado – o prédio fica pronto em dezembro de 2013. Relatórios de consultorias mostram que o preço médio do metro quadrado na região hoje está na casa de R$ 110. Também fará um hotel de permanência acima de um mês, com apartamentos de 50 a 150 m2 já decorados. “A demanda por esse tipo de produto é enorme”, diz.

A concorrência promete ser grande. A própria Cyrela, via CCP (Cyrela Commercial Properties), seu braço comercial, também está na fase inicial de construção de um prédio corporativo nos mesmos moldes. O fundo soberano de Cingapura entrou como parceiro no negócio. A americana Tishman Speyer está construindo o seu maior projeto, em frente à Ponte Estaiada na Marginal Pinheiros.

Embora o prédio da Berrini esteja sendo lançado pela Bueno Netto, o braço comercial da companhia é a BN Corp, parceria com o empresário José Paim (ex-Rossi) e com o banco Merryll Lynch, adquirido pelo Bank of America. Durante a crise do banco nos Estados Unidos, a Merrill Lynch ficou mais de um ano sem colocar investimentos e a empresa parou de lançar. Voltaram apenas em 2010, com dois projetos e VGV de R$ 300 milhões, valor que deve ser repetido este ano. Estudam a compra de prédios em São Paulo para reforma. “No centro a conta não fecha, estamos estudando a Paulista”, diz o filho Carlos Alberto.

Adalberto explica que o projeto da Berrini está sendo lançado pela Bueno Netto porque se trata de um terreno antigo, adquirido antes da parceria. O presidente da BN Corp., César Worms, saiu há dois meses da companhia e o cargo está vago. “A empresa está muito ativa”, diz Carlos Alberto, que está interinamente ocupando a posição.

Grandes terrenos com dificuldade de aprovação, como o da Berrini, não são novidade. A Bueno Netto é dona de uma área de 220 mil m2 na Marginal Pinheiros, próximo ao supermercado Extra. Está há oito anos tentando aprovação de um novo bairro, mas ainda não conseguiu. Pretendia ter lançado o projeto há três anos. “O custo de carregamento é enorme”, admite.

Índice que reajusta os aluguéis tem deflação


Fonte: Focando.com.br

Queda é a 1ª desde 2009. Especialistas alertam que valorização de imóveis dificulta redução de preço na locação

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,18% em junho na primeira deflação desde dezembro de 2009. O recuo na taxa, a mais utilizada no reajuste dos contratos de aluguel, foi impulsionado sobretudo por baixas nos preços agrícolas e do etanol. No acumulado do ano, o IGP-M acumula alta de 3,15%. No acumulado de 12 meses, saiu de 9,77% para 8,65%. Mas a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo indicador, avalia que o movimento é pontual e não deve se repetir nos próximos meses. Além disso, especialistas alertam que, com o mercado aquecido e a valorização dos imóveis, dificilmente o inquilino conseguirá redução de preços, mas a orientação é negociar.

- Os fatores que mais contribuíram para a queda (do IGP-M) começam a ter uma reversão. É o caso do álcool, que voltou a subir nos últimos quinze dias e não terá outra queda tão grande quanto a de junho (-30,31%). Além disso, voltaremos a enxergar a pressão dos serviços, agora escondida por quedas acentuadas em outros itens – diz o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. O economista projeta que a taxa voltará a ser positiva nos próximos meses, embora em níveis inferiores aos do segundo semestre do ano passado, quando houve escalada dos preços de commodities agrícolas.

Dos três índices que compõem o IGP-M, dois recuaram. Com peso de 30% na composição do indicador, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) saiu de 0,90% em maio para -0,12%. Já o IPA, que pesa 60%, saiu de 0,03% para -0,45%. Os preços de produtos agropecuários recuaram 2,10%. Os industriais subiram apenas 0,15%. A maior contribuição para o recuo do IPA foi do álcool anidro, que caiu 30,31% em resposta ao início da safra e acomodação após fortes altas em meses anteriores. O INCC, que mede custos da construção, teve variação positiva de 1,43%.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Faltará crédito imobiliário em 2 anos se nada mudar, diz Santander


Fonte: Terra Imóveis
Por: Gustavo Rosilho


O quinto maior banco do Brasil, o Santander, acredita que em dois anos faltará recursos para financiamento imobiliário, caso as condições atuais de crédito não sejam alteradas neste período. De acordo com o presidente da instituição financeira no País, Marcial Portela, há dificuldade para os bancos em obter recursos para crédito de longo prazo, já que os depósitos feitos nas instituições são, em sua maioria, de curto prazo. "Se continuar do jeito que está, em dois anos pode faltar dinheiro", disse o executivo, nesta segunda-feira, na Espanha.

Segundo Portela, o tempo médio de duração dos depósitos dos brasileiros é de 1,1 ano, enquanto financiamentos imobiliários, por exemplo, chegam a durar até 30 anos. Essa diferença entre o tempo que o banco tem dinheiro a sua disposição para emprestar e o tempo que demora para receber de volta os recursos de um financiamento causa um desequilibrio. De acordo com o executivo, esse tempo de duração curto das aplicações no Brasil é fruto ainda de um passado de hiperinflação.

O Santander e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) negociam com o governo novas modalidades de aplicação para incentivar depósitos de longo prazo, disse o diretor geral para Américas do banco, Francisco Luzón.

Ainda sobre o crédito imobiliário, Portela reconheceu que há uma valorização "alta" em algumas regiões do País, como em São Paulo, mas disse que não há indícios de inconsistências neste fenômeno para a preocupação com uma bolha, como aconteceu nos Estados Unidos e na própria Espanha, nos últimos anos. "Os preços têm subido muito, mas não há risco para se pensar em uma bolha nos próximos cinco anos".

Portela afirmou que o crédito imobiliário, embora cresça a uma taxa de 40% ao ano no Brasil, ainda responde por apenas 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, o que dá espaço para mais avanço. Para o presidente do Santander, a economia brasileira continuará avançando e o País deverá ter menos pessoas que os Estados Unidos abaixo da linha de pobreza num prazo de três anos. "O Brasil deverá continuar crescendo (num ritmo como o atual) pelos próximos quatro anos".

Horta dentro de casa ou apartamento é opção de decoração e saúde


Fonte: diariodepernambuco.com.br


O prazer de plantar e colher o próprio alimento é um hábito cultivado por diversas pessoas em todo o mundo. Mas o que poderia estar restrito apenas a quem mora em casas amplas ou na zona rural também está acessível a apartamentos ou pequenos espaços. Especialistas na área de paisagismo apontam que é cada vez maior o número de pessoas que constrói uma pequena horta em algum cômodo da casa. E não é preciso grande investimento ou técnica para criar sua própria plantação.

Foi a solução encontrada pelo chef e proprietário de buffet Guilherme Diniz para ter a mão algumas ervas aromáticas na hora de preparar alguma receita para família. Para maximar o espaço disponível no apartamentos ele criou uma horta vertical, com pequenos vasos de manjericão, alecrim, orégano e três tipos de pimenta. A ideia agradou tanto que ele se interessou em cultivar outras plantas, com jardins verticais instalados na varanda, sala e área de serviço.

Dessa forma, convivem orquídeas, samambaias e outras espécies ornamentais com plantas próprias para o consumo. “Se você quiser ter um pouco de verde em casa, tem que usar o espaço disponível. O jardim vertical é uma forma moderna de aproveitar o ambiente reduzido”, afirma. O próprio Guilherme criou a estrutura de madeira, para combinar com a parede branca. “É uma diversão, um hobby. Tudo começou com essa finalidade de ter algumas ervas à mão e agora tenho diversas plantas pela casa”, comenta.

De acordo com a gestora ambiental Josiane Oliveira, da Biofert, é possível criar uma horta ou outro cultivo num pequeno espaço no apartamento. Mas é essencial que sejam observados três aspectos para que o cultivo dê certo: boa iluminação, água e adubação adequada. Os vasos devem ter no mínimo 20 cm de profundidade, mas caso seja possível instalar vasos maiores, melhor para as plantas. Largura e comprimento são livres para cada espaço.

“O ideal é ter no mínimo três horas de sol por dia. Caso não tenha iluminação direta é possível adequar um outro espaço. Além disso é preciso, regar todo dia e principalmente fazer uma adubação, já que as plantas não têm no vaso todos os nutrientes que poderiam encontrar no solo. Hoje em dia é possível encontrar fertilizantes universais, que servem para todas espécies, e até mesmo em spray, prontos para o uso, que facilitam a vida do usuário”, explica a especialista. Outra recomendação é que os fertilizantes tenham a informação de “atóxico” claramente exibida no rótulo.

A horta dentro de casa também pode ter função estética, da mesma forma que as plantas ornamentais. É o que aconselha a Kátia Matos, da Trópica paisagismo. Ela recomenda o uso de treliças de madeira, ferro ou outro material que combine com a decoração do ambiente. Outra opção é usar cacheopôs e uma estrutura mais alta, para que as plantas fiquem numa posição mais confortável para o cultivo. “Torna o hábito de plantar mais prazeroso. Até para que o cliente não desanime, já que a horta requer cuidados diários”, complementa.

Kátia Matos também recomenda algumas dicas para que a composição da horta fique bem agradável. O ideal é que as plantas sejam dispostas em tamanhos semelhantes, para que o canteiro não fique desproporcional. A inserção de algumas flores no meio e pimentas pode deixar o espaço ainda mais colorido.

Placas coloridas identificando as espécies tornam o canteiro mais divertido e também são educativas para as crianças. “A horta tem uma capacidade de proporcionar lembranças, seja da casa da vovó. É um resgate desses detalhes que ficam perdidos na correria do dia a dia e de fazer um cantinho interessante em casa, mesmo que seja pequeno”, ressalta.

O espaço reduzido não impediu que a dona-de-casa Madalena Pereira Marques cultivasse seus próprios alimentos. Acostumada a sempre possuir hortas em casa, levou o hábito mesmo após mudar para apartamento há dois anos. Madalena cultiva salsa, cebolinha e até mesmo dois pés-de-couve. “É importante ter um pouco de verde em casa; simboliza vida. Claro que uso para alimentação, mas cultivo mesmo é por gostar de planta, de vê-la crescer. Está no sangue”, afirma.

A ideia de ter alguma plantação em casa surgiu como opção de relaxamento para o delegado Marcelo Carvalho Ferreira. Contando com um espaço um pouco maior, o policial cultiva há cerca de quatro anos diversos tipos de pimentas na cobertura do apartamento. São mais de vinte vasos com variedades tipo malagueta, biquinho, carioca e cayenne entre outras.

“Para mim é como se fosse um hobby, por que se for olhar pelo lado econômico, vale mais a pena comprar as pimentas no mercado, pois tenho os custos de adubo, vasos, terra e dentre outros. Mas eu não trocaria, pois prefiro eu mesmo cultivá-las e ganhar tempo num momento de lazer”, afirma. Além do consumo, Carvalho produz conservas de pimenta para a família e também presentear amigos e quem se encanta com a plantação.

Ter uma horta em casa também oferece outras vantagens, fora o hobby e consumo de alimentos mais saudáveis. “Além do principal objetivo de consumir um produto saudável, com a certeza de não ter agrotóxico, também combate o desperdício. Normalmente as pessoas compram uma quantidade muito maior de hortigranjeiros e consumem apenas cerca de 30%, como no caso da salsa e cebolinha. Plantando em casa, você pode colher apenas o que é necessário para aquele dia”, refirma a gestora ambiental Josiane Oliveira.

Espécies e mais dicas

Dentre as espécies mais comuns e que dão certo para uma horta dentro de casa, estão a hortelã, cebolinha, salsinha, coentro, lavanda, pimentas, alface, capuchinha, tomilho, orégano e tomate cereja. Josiane recomenda que hortelã e manjericão sejam plantados em vasos separados, pois podem se espalhar e atingir as outras plantas.

Algumas espécies frutíferas, como jabuticaba, acerola, pitanga podem ser cultivadas em casa, mas requerem um vaso maior, que pode ser colocado numa área de serviço, por exemplo. “Morango fica muito bonito quando dá frutos! O senão das frutas é que é preciso esperar um longo período sem frutos, de acordo com cada espécie”, ensina Josiane.

A terra também é um fator importante para que a horta floresça. Uma boa ideia é substituir a terra pelo substrato vegetal orgânico. O material vem esterilizado e já possui nutrientes para que as plantas cresçam fortes. O substrato pode pode ser encontrado em floriculturas e casas agrícolas.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Escritórios e Clínicas dominam aluguéis em SP


Fonte: Biswangerbrazil.com.br

A abertura de clínicas médicas e de escritórios de advocacia e contabilidade é responsável por 65% dos imóveis comerciais alugados em São Paulo neste ano, segundo estudo da Lello Imóveis.

A liderança das duas categorias nas locações da cidade deve ser mantida nos próximos anos, de acordo com a diretora da companhia Roseli Hernandes.

"Os jovens se formam na universidade e alugam um conjunto para abrir o próprio negócio", diz.

O aluguel para a abertura de lojas de rua ocupa a terceira colocação em São Paulo, com 11% do total de imóveis locados em 2011.

Na região da Mooca, esse índice chega a 35%. "É um bairro com as melhores características para o segmento", afirma Hernandes.

Mesmo com a demanda por novos estacionamentos na cidade, o setor só representou 3% das locações, pois não consegue competir com o desenvolvimento imobiliário, diz o sócio-diretor da consultoria Binswanger Brazil, Rafael Camargo.

"Vai ser sempre mais rentável vender o terreno para a construção de prédios."

83° Enic debaterá sustentabilidade na construção civil


Fonte: Investimentoenoticias.com.br

Com o objetivo de discutir temas como habitação, infraestrutura, construção sustentável, inovações tecnológicas, produtividade, competitividade, capacitação de profissionais e a preparação do Brasil para eventos esportivos, o SindusCon-SP realizará nos dias 10, 11 e 12 de Agosto, o 83° Enic ( Encontro Nacional da Indústria da Construção). Promovido pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o evento contará com a presença da presidenta Dilma e diversos ministros e empresários do país.

Destaque para a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, que participará do painel “Cidades e Sustentabilidade”, no dia 12/08, entre 09h00 e 12h30. Na ocasião, habitação, infraestrutura e questões urbanas como a destinação dos resíduos na construção serão discutidas. Além disso, estará em pauta a construção sustentável como objeto central de um programa que vem sendo desenvolvido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção em parceria com Congresso Nacional, ambientalistas, empresários de toda a cadeia produtiva, centrais sindicais, academia, entre outros.

O 83° Enic abordará também a redução de emissões na cadeia produtiva, a eficiência energética das edificações, o uso racional da água, a utilização de materiais e sistemas sustentáveis, a gestão de resíduos sólidos, o desenvolvimento sustentável etc.

Nos três dias do evento é esperada a participação de 1.500 empresários, gestores, profissionais de todo o país, além de autoridades. A programação completa do Enic e a ficha de inscrição podem ser visualizadas no site www.enic.org.br. Os interessados que se inscreverem até o dia 30 de Junho terão um taxa promocional.

Serviço 83º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic) Data: 10, 11 e 12 de agosto Local: World Trade Center (WTC) – Avenida das Nações Unidas, 12.551 – São Paulo/SP Av. Nações Unidas, 12551Av. Nações Unidas, 12551

Locação comercial cresce 4% em SP


Fonte: Investimentoenoticias.com.br

O número de contratos de locação comercial cresceu 4% no primeiro quadrimestre de 2011, na comparação com igual período de 2010, e representou 30% de todos os novos aluguéis fechados na cidade de São Paulo, segundo levantamento da Lello, empresa líder em administração imobiliária no Estado.

De acordo com a pesquisa, 33% dos imóveis comerciais alugados neste ano foram destinados à implantação de clínicas médicas, odontológicas ou de estética. E 32% foram para escritórios comerciais, de representação, contabilidade ou advocacia.

Outros 11% das unidades comerciais locadas foram lojas de rua (comércio, sapatos, presentes etc.), 7% para estabelecimentos de alimentação como bares, restaurantes e lanchonetes, 5% para implantação de escolas, 4% para depósitos de materiais comerciais e industriais, 3% para estacionamentos. Os restantes 5% se dividem em diversos ramos de atividades.

Quanto ao perfil dos imóveis comerciais locados, a maioria, 40%, foi sala e conjunto, 28% casas comerciais, 17% salões, 8% lojas, 4% galpões e 3% terrenos.

“A locação comercial é uma atividade ainda aquecida no mercado imobiliário, e com rendimento do aluguel superior, geralmente, ao obtido nas locações residenciais”, diz Roseli Hernandes, diretora da Lello Imóveis.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Como deixar o ambiente mais quente e aconchegante no inverno


Fonte: Paran@Shop

Decorar um ambiente é uma arte. Requer conhecimento técnico, senso estético e muita sensibilidade. Mas, sobretudo, quem decora deve ser fiel aos seus gostos, seguir a sua intuição e buscar a própria essência. Segundo a professora do Curso Técnico em Design de Interiores no CEPDAP (Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões), designer Anna Paula Gomes, mobiliar uma casa não é difícil, mas criar um ambiente é um pouco mais trabalhoso. “Deixar um ambiente mais cálido, confortável e relaxante nos períodos de frio não significa encher a casa com as últimas tendências vistas em revistas ou em páginas da web mas, sim, equilibrar as escolhas e priorizar a luz e a cor”, explica.

Ao compor um espaço residencial, ela afirma que o resultado deve ser elegante, confortável, funcional, iluminado e, principalmente, harmonioso. As baixas temperaturas, por si só, pedem recolhimento. Para isso Anna destaca que é ideal o uso de madeira natural e piso laminado. “Isso vai criar uma atmosfera acolhedora nas áreas de estar íntimo, como quartos, living ou canto de leitura”.
Para dar ênfase aos ambientes a especialista recomenda a escolha de tons fechados e escuros, que causam uma sensação de conforto térmico no outono e no inverno. As cores marcantes como verde, tijolo, mostarda, ameixa e azul são ótimas alternativas para causar um efeito mais quente no espaço e deixar a casa mais viva nessas estações. “Uma estratégia também é fazer um mix de texturas na composição. Por exemplo, uma manta e umas almofadas coloridas ‘aquecem’ o sofá e a poltrona", afirma.

De acordo com a especialista o fator ‘cálido’ se dá através do equilíbrio entre o conforto e o estilo que o enriquece. “As mantas de microfibra, revestimentos têxteis em veludo e chenille, tapetes com porcentagem de algodão, nylon ou lã, e os tecidos em linho para as cortinas tendem a deixar o espaço mais aconchegante para esta época”, ressalta.

Para os quartos ela recomenda o uso de tapetes de lã ao lado da cama e lençóis térmicos. “A nova gama de papéis de parede e a variedade nos tecidos para as cortinas também espantam a frieza e esquentam o espaço. Uma ótima opção são as cortinas duplas, em voal ou organza, que deixam penetrar a luz e proporcionam frescor que, combinadas e sobrepostas por tecidos opacos, dão um caráter mais íntimo e quente ao ambiente”.

No inverno é natural o instinto de fechar todas as aberturas da casa para sentir mais aconchego. Por isso Anna aconselha a consulta a um bom profissional, que irá dispor o mobiliário levando em conta a importância da ergonomia e da ventilação cruzada para evitar sobrecarregar o ambiente com móveis, acessórios e objetos.

A especialista explica que existe uma série de opções no mercado que permitem adequar termicamente os ambientes, desde o aquecimento para pisos, através de calefação por água ou eletricidade, climatizadores para ambientes ou sistemas de ar central e vidros duplos nas esquadrias. Atualmente é possível adequar até mesmo as lareiras, antes restritas à obra e hoje com as diversas opções a gás perfeitamente adaptadas aos espaços internos. “Uma alternativa barata para montar um cenário aconchegante e proporcionar a sensação de acolhimento e calor é criar belos arranjos com velas e dispor pela sala de estar ou lavabos”, finaliza.

O CEPDAP oferece um curso de Técnico em Design de Interiores que prepara o profissional para desenvolver projetos de interiores e de decoração exclusivos, de acordo com a necessidade de cada um e com preocupação ecológica. Mais informações pelo site http://www.cepdap.com.br , pelo telefone (41) 3029-4044 e também na fanpage http://www.facebook.com/cepdap.profissoesinovadoras