quinta-feira, 31 de março de 2011

De olho no metrô, Rua dos Pinheiros pode virar Boulevard

Fonte: Diário do Comércio

A Rua dos Pinheiros, na zona oeste, é a mais nova via de São Paulo prestes a virar bulevar. A recém-criada Associação de Moradores e Empresários de Pinheiros (Amapi) quer calçadas mais largas e padronizadas, baias para estacionamento, bancos na frente de lojas, fiação elétrica aterrada e mais de 200 árvores plantadas em 1,7 km de via. A proposta é semelhante ao que foi feito na Oscar Freire em 2007.

Ainda sem projeto definido, a associação deu início à transformação da via de forma simbólica: plantando pinheiros. "É um absurdo que a rua, com esse nome, não tivesse sequer um pinheiro. Por isso plantamos duas mudas nas praças que delimitam a via", diz um dos fundadores da Amapi, Nelson Terra Barth, referindo-se às Praças Portugal e João Nassar.

Na reforma, a ideia é padronizar toda a rua nos moldes do que já foi feito no trecho próximo da futura Estação Fradique Coutinho da Linha 4-Amarela do Metrô. Lá, entre as Ruas Mourato Coelho e Mateus Grou, a fiação foi aterrada e a calçada, renovada. A reivindicação foi da Associação Comercial de São Paulo ao Metrô, que bancou a obra após deixar o trecho interditado por um ano, entre 2005 e 2006. Na época, diversos comerciantes abandonaram o local.

Um dos desafios do futuro bulevar é incentivar a circulação de pedestres na rua. "A não ser por alguns restaurantes, a movimentação da rua cai muito à noite. Queremos mais atividades culturais e trazer algumas livrarias", diz Barth. Mas ainda falta patrocínio. "Vamos tentar uma parceria com a iniciativa privada, além da ajuda dos comerciantes."

Espera. O bulevar não tem data para ficar pronto, mas os comerciantes da rua têm na ponta da língua o prazo ideal: perto da inauguração da Estação Fradique Coutinho, prometida para 2014. "Aguardamos ansiosamente por isso. Vai trazer um fluxo de pessoas que não existe hoje em dia", diz Graziela Ferreira Cabral, gerente de uma loja na frente do futuro metrô.

Mais adiante, o comerciante Glauco Félix acredita que a prioridade para a rua, muito antes de metrô ou bulevar, é encontrar uma solução para as enchentes. "Toda vez que chove aqui vira ponto de alagamento. Tem de resolver o problema."

Contra isso, a associação estuda repavimentar a via com um asfalto ecológico em desenvolvimento pela USP, mais permeável. A expansão da calçada feita de blocos intertravados, já usados em alguns trechos, também é pensada para facilitar o escoamento da água.

Movimento de rua é fator de valorização

Fonte: O Estado de São Paulo

SÃO PAULO - Quanto mais sossegada a rua, mais caro é o imóvel. Quanto mais movimentado o endereço, mais cara é a propriedade. Conversa de louco? Não, tudo depende do ponto de vista, ou melhor, do mercado do qual estamos falando. Se for apartamento ou casa residencial, quanto mais tranquilo o endereço em que está localizado, mais alto é o valor do metro quadrado.

Se o imóvel for uma loja, no entanto, o preço da locação estará diretamente ligado ao movimento da rua ou avenida em que se encontra. Quanto mais pedestres transitam por ela, quanto mais burburinho atrai, maior o seu valor. Prova disso é a popular 25 de Março, uma das ruas mais movimentadas de São Paulo – ela chega a atrair 1 milhão de pessoas por dia na época do Natal.

Segundo a corretora Valentina Caran, dona de imobiliária de mesmo nome, no "pedaço chique" do endereço (próximo ao Shopping 25 de Março) o valor do aluguel é de R$ 300 por metro quadrado. "A 25 de Março é popular, mas caríssima", afirma Valentina. "Grandes marcas querem se instalar lá, mas não conseguem devido à alta procura na área", revela.

O preço se equipara ao valor de locação do melhor trecho da Rua Oscar Freire (entre a Bela Cintra e a Haddock Lobo – a terceira mais valorizada). "Esse endereço, um dos mais sofisticados de São Paulo, está completamente saturado."

Ranking

Se incluirmos o shopping mais caro da cidade, o Iguatemi, os valores de locação tornam-se dignos do mercado internacional. Literalmente. Em 2010, o preço de locação desse endereço – R$ 643 o metro quadrado em junho – tornou-se o 11º no ranking dos alugueis comerciais mais caros do mundo. Os três primeiros da lista são a Quinta Avenida, em Nova York, a Causeway Bay, em Hong Kong, e o distrito de Ginza, em Tóquio. Os dados são de uma consultoria do mercado imobiliário sediado em Nova York.

"Todas as lojas de luxo querem estar no Shopping Iguatemi. E o valor de locação de uma loja de shopping é composto por aluguel mínimo, mais um porcentual sobre as vendas da loja, combinado entre o dono do shopping e o da loja", diz a gerente de pesquisas para a América do Sul, Mariana Hannania.

Segundo a corretora Valentina Caran, "em comparação com alugueis de lojas, os de escritórios são mais baratos". Os números seguem esse raciocínio. Salas comerciais e escritórios na Avenida Brigadeiro Faria Lima custavam, em média, R$ 134 o metro quadrado por mês no quarto trimestre de 2010, quando a consultoria fez sua última pesquisa. "O trecho mais caro fica entre as avenidas Juscelino Kubitschek e a Cidade Jardim, onde estão localizados os edifícios mais modernos, construídos a partir de 2002", informa Mariana. "São prédios inteligentes, com sistemas de segurança, eletricidade e ar condicionado integrados."

O segundo endereço mais caro é a Paulista (ao longo de toda a avenida), que vale R$ 104,3 o metro quadrado ao mês, seguido pela Avenida Juscelino Kubitschek (da Avenida Brigadeiro Faria Lima até a Marginal Pinheiros), por R$ 102,3.

Residenciais

Se ruas e avenidas agitadas puxam os valores para cima, o oposto acontece com imóveis residenciais. De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), as quatro ruas com o metro quadrado mais caro da cidade (entre R$ 15 mil e R$ 20 mil) para apartamentos são: Frederic Chopin, Franz Schubert, Seridó e Tucumã (as três primeiras ficam no Jardim América e a quarta no Jardim Europa). "Esses endereços são exclusivamente residenciais, tem pouquíssimo trânsito e não servem como corredor de passagem para outras vias centrais", diz o presidente da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia.

O mesmo princípio vale para imóveis horizontais. Neste grupo, os três endereços mais valorizados da cidade são as ruas Guaiaquil, Porto Rico e Iucatã. Todas elas ficam no Jardim América e os preços dos terrenos vão de R$ 4 mil a R$ 5 mil o metro quadrado.

"Esses valores não incluem o preço do metro quadrado dos imóveis", explica Pompéia. "O valor do metro quadrado útil varia muito porque depende do estado de conservação do imóvel, idade, quem projetou a casa (um arquiteto famoso sempre conta pontos) e se possui requintes particulares, como piscina com aquecimento, automação e várias suítes."

Contrutoras tem R$ 2 bilhões para investir em Caieiras

Fonte: Valor Econômico

Assim que o governo Dilma Roussef definir as regras para a participação do setor privado na gestão de aeroportos, por meio de contratos de concessão, as construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez devem deslanchar um projeto estimado em R$ 2 bilhões para a construção de um aeroporto na cidade de Caieiras (SP).

A construção de um terceiro aeroporto na região metropolitana de São Paulo tem o apoio de especialistas no setor de aviação. O Brasil, na avaliação deles, precisa triplicar sua capacidade aeroportuária, principalmente no Estado de São Paulo, para não limitar sua expansão. Dos 15 principais aeroportos brasileiros, nove estão operando acima de suas capacidades, segundo levantamento da Bain & Company. Relatório da McKinsey cita que 13 dos 20 aeroportos brasileiros mais movimentados têm graves estrangulamentos.

Novos aeroportos, segundo especialistas, estimulam a concorrência. Na hipótese de o aeroporto de Guarulhos ser administrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero); o de Viracopos, por um grupo privado; o de Congonhas, pelo governo paulista, e o novo aeroporto de Caieiras, pelas duas construtoras, passageiros, empresas aéreas, exportadores, importadores e indústria do turismo só teriam a ganhar.

"Por mais que se fale em vôos diretos entre cidades secundárias, São Paulo é o centro do Brasil e tem carência de aeroportos, situação que só deve piorar daqui para a frente", diz André Castellin, sócio da Bain & Company e especialista para o setor de aviação.

Deslocar para o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), parte do tráfego aéreo de São Paulo, como já foi discutido, não seria a melhor solução, segundo avaliação de Castellini. "Fica muito longe. Nos principais centros metropolitanos do mundo nenhum aeroporto fica tão afastado da capital. O mais distante é o de Tóquio", afirma.

O governo estuda um modelo regulatório de tarifas sob o comando da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da nova Secretaria de Aviação Civil. "É importante ter capital privado envolvido na expansão de aeroportos, como a presidente Dilma já afirmou, já que o investimento necessário é colossal", afirma Castellini.

Atualmente, aeroporto é patrimônio da União e a gestão é feita pela Infraero. A legislação atual permite que a administração seja transferida para o setor privado por meio de contratos de concessão, como ocorre em aeroportos da Inglaterra e da Índia. Só que os empresários brasileiros querem regras claras, garantias e um novo marco regulatório, para estabelecer, por exemplo, as tarifas.

No Brasil já há casos de administração privada em aeroportos menores. A Sinart, por exemplo, administra o Aeroporto de Porto Seguro (BA), quarto colocado das regiões Norte/Nordeste em movimento de passageiros, e também os aeroportos de Lençóis e Teixeira de Freitas, no interior da Bahia.

Respício Espírito Santo, professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entende que não é necessário alterar a atual legislação para que o setor privado participe dos investimentos em aeroportos. "Tanto o Código Brasileiro de Aeronáutica como a Constituição não vedam que existam aeroportos privados, desde que cumpridas às normas e exigências técnicas e operacionais relativas à segurança, e sejam respeitadas as competências normativas da Anac e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo", diz.

Petróleo irriga a economia de Santos

Fonte: Portal IG

Por conta da exploração da maior bacia sedimentar brasileira de petróleo e gás no mar, a Bacia de Santos, a Petrobras já investiu na região US$ 15 bilhões – algo em torno de R$ 25 bilhões - em cinco anos. "Só no pré-sal, nossa previsão é investir US$ 33 bilhões (R$ 54,5 bilhões) até 2014", afirma José Luiz Marcusso, gerente-geral da estatal em Santos, no litoral paulista. A área do pré-sal se estende de Santa Catarina ao Rio de Janeiro.

Construções no bairro de Ponta da Praia dão uma mostra do crescimento proporcionado pela injeção de recursos da Petrobras

Marcusso diz que hoje há 24 sistemas em funcionamento na região de Santos, com cerca de 100 pessoas trabalhando em cada um. São 17 sondas de perfuração e equipamentos perfurando na área e mais sete sistemas produzindo petróleo e gás. "Três deles estão no pré-sal. É uma grande revolução", avalia o executivo. Cada um desses sistemas tem um barco de apoio. "São entre 3.000 e 3.500 pessoas no mar. E mais 1.000 pessoas em terra para dar suporte a essas operações", diz ele.

Toda essa movimentação está irrigando a cidade de Santos. Ela passa por um momento único de renovação. "Santos vive hoje o seu melhor cenário nos últimos 50 anos", afirma João Paulo Tavares Papa, prefeito da cidade. "Por isso, estamos nos preparando." Essa preparação, segundo ele, passa por projetos em parceria com a iniciativa privada e também com organismos de fomento.

A Petrobras, além de toda a operação, está construindo na área conhecida como Valongo, bem próxima ao Porto de Santos, sua sede para a região. Comprou por R$ 15,18 milhões um terreno onde irá erguer três torres. A primeira está orçada em cerca de R$ 400 milhões, deverá ficar pronta em 2013 e receber 2.200 pessoas. Em todo o complexo, que deverá estar construído até 2017, serão 6.100 funcionários.

Diante dos valores, Marcusso avisa: "Para perfurar cada poço, gastamos entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões. Um projeto total de petróleo e gás, dependendo do porte, passa de US$ 4 bilhões, US$ 5 bilhões".

Segundo o executivo da Petrobras, o plano para o pré-sal é que em 2017 a Bacia de Santos esteja produzindo 1 milhão de barris de petróleo equivalente por dia. "O Brasil levou de 1953, data da criação da Petrobras, até 1998 para atingir a média de 1 milhão de barris/dia", lembra.

O prefeito Papa não quer deixar escorrer um tostão de toda essa dinheirama. "A exploração do pré-sal chega a um momento em que a cidade já está bem posicionada. O que nos interessa é tirar o melhor proveito do nosso desenvolvimento e capacitar nossa mão de obra para a inteligência da exploração, para atuarmos na gestão", diz Papa.

O peemedebista tem feito diversos projetos, muitos deles em parceria com a iniciativa privada, para aproveitar a maré de recursos. A cidade é um canteiro de obras a céu aberto. Todos os dias surgem novas torres residenciais e comerciais. Há planos de uma nova ponte e áreas de armazenagem privada. "São sete hotéis em construção, prontos ou em projetos", afirma o prefeito. "Isso após 20 anos sem um único investimento no setor." Os negócios de menor porte, com mais dinheiro em circulação, estão crescendo exponencialmente.

Um dos planos ambiciosos da prefeitura é passar a explorar a área continental de Santos. A população da cidade é hoje de 420 mil habitantes, com crescimento de apenas 0,5% no último Censo, espremida nos 39 quilômetros quadrados da área insular. A renda per capital anual é de pouco menos de R$ 60 mil, segundo dados de 2008. Para serem explorados, há os 231 quilômetros quadrados da área continental disponíveis. Mas o prefeito ressalva que hoje apenas pouco mais de 4% podem ser ocupados – o restante faz parte do Parque Estadual da Serra do Mar ou é área de manguezais.

Já está na Câmara Municipal um projeto que amplia essa fatia a ser explorada para 8,7% do total continental, ou 20,16 quilômetros quadrados. É pouco, mas mais que a metade da área atual da cidade. "Essa área sempre foi considerada o futuro de Santos, pois tem um grande potencial para o desenvolvimento de atividades de apoio offshore", lembra Papa.

Projetos

Entre os planos para a nova área, diz o prefeito, está a ampliação do Porto de Santos, atividades retroportuárias – como documentação aduaneira e atividades ligadas ao comércio externo -, empresas que precisem de galpões para montar e desmontar seus produtos em área próxima ao porto, e um espaço para o Parque Tecnológico, recém-criado. "É preciso cuidar da ocupação voltada para o desenvolvimento econômico."

João Paulo Papa lembra que o orçamento da cidade para este ano é de R$ 1,4 bilhão, incluindo os gastos previdenciários com os servidores. "Para desenvolvermos a nova parte da cidade, o papel do setor público é preparar institucionalmente e legalmente o território", avisa. Dinheiro, só dos parceiros.

Márcio Lara, secretário de Desenvolvimento do município, lembra que, para atrair empresas ligadas à atividade de petróleo e gás, Santos reduziu a alíquota de Imposto sobre Serviços (ISS) de 4% para 2%. Outro setor beneficiado é o das empresas de sistemas tecnológicos e de call center, que tiveram a taxa de ISS cortada de 5% para até 2%. O benefício, inclusive, já atraiu duas gigantes, a Atento e a Tivit.

Lara afirma que a cidade planeja uma nova ponte, que irá abrir uma entrada por meio da Ilha Barnabé, facilitando o transporte com a área continental do município. Segundo ele, a Ecovias, companhia operadora do sistema Anchieta-Imigrantes, já mostrou interesse em participar da concessão.

O prefeito destaca que a autoridade portuária planeja triplicar a atuação do Porto de Santos, das atuais 80 milhões de toneladas por ano, para 240 milhões de toneladas, num projeto denominado Barnabé-Bagres. "O plano das Companhias Docas do Estado de São Paulo é estar com a obra pronta em cinco anos. É um projeto para cerca de R$ 10 bilhões", prevê Papa.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A construção da PDG como uma marca nacional


Fonte: Exame

Após quatro aquisições em quatro anos, a PDG tornou-se a maior incorporadora do país. Agora, parte para um desafio inédito no setor: transformar suas seis marcas em uma

Poucas empresas souberam tirar proveito do excelente momento vivido pela economia brasileira como a incorporadora PDG. Surgida como um braço de investimentos do banco Pactual em 2003, a companhia adquiriu quatro empresas nos últimos quatro anos, tornando-se a maior do setor, com 10 bilhões de reais em valor de mercado. (A Cyrela, segunda colocada, vale 6,7 bilhões de reais na bolsa.)
 
Agora, passado o frenesi de aquisições, a PDG parte para seu mais novo desafio: construir uma marca nacional, algo inédito no mercado imobiliário brasileiro. As atuais seis marcas da incorporadora — PDG Realty, Goldfarb, Agre, CHL, Asa e LN — foram abandonadas e o nome da holding foi escolhido para batizar todos os empreendimentos, não importando o público para o qual eles se destinam.

Desde o final de fevereiro, todos os letreiros dos escritórios e os tapumes das obras da empresa passaram a estampar o novo logotipo da incorporadora. “Passada a onda de aquisições, era hora de parar e colocar a casa em ordem”, diz José Antonio Grabowsky, presidente da PDG. “Começamos pela marca, porque é a mudança que primeiro aparece para o cliente.”

A decisão de manter o nome PDG foi tomada após a realização de uma série de testes com 1 200 consumidores. A primeira leva ocorreu entre agosto e novembro de 2009. Nesse período, a consultoria Copernicus, especializada em marketing, entrevistou 400 pessoas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas que haviam adquirido um imóvel até três anos antes.

As conversas revelaram que 90% desses consumidores não se lembravam do nome da incorporadora responsável pelo apartamento comprado — muitos se referiam à Caixa Econômica Federal como dona do projeto ou lembravam apenas da imobiliária envolvida na venda. A partir daí, os executivos da PDG decidiram que era necessário construir uma marca única, reduzindo, assim, as chances de diluir ainda mais a atenção de potenciais compradores.

Na segunda bateria de testes, realizada com 20 grupos de, em média, dez pessoas cada um nas mesmas cidades entre janeiro e julho de 2010, os pesquisadores apresentaram seis marcas aos entrevistados — cinco fictícias e a própria PDG. Como os atributos mais valorizados nessas conversas eram solidez e capacidade de entrega, a empresa decidiu manter o nome que já tinha, aproveitando a herança de sua origem no mercado financeiro.

Com uma diferença: a sigla PDG, que nasceu como Pactual Desenvolvimento e Gestão Realty, passaria a significar Poder de Garantir. (O termo “realty” foi abandonado após a pesquisa mostrar que a maioria dos brasileiros não o compreendia.)

Por fim, a empresa realizou uma espécie de teste placebo, semelhante aos adotados na indústria farmacêutica, com 600 pessoas entre agosto e novembro do ano passado. Durante 30 minutos, esse grupo assistiu a uma gravação do programa de entrevistas apresentado pelo humorista Jô Soares na TV Globo. Metade do grupo assistiu a um falso anúncio da “nova PDG” em um dos intervalos do programa.

A outra metade seguiu com a programação normal. Verificou-se, ao final, que entre as pessoas submetidas ao comercial da PDG a intenção de compra de um imóvel da incorporadora era 40% maior que entre aquelas que não viram o anúncio. “Foi a confirmação de que a nossa estratégia estava no caminho certo”, diz o consultor Alberto Blanco, um dos responsáveis pela migração da marca Telemar para Oi em 2007, como diretor de marketing da operadora, e que agora comanda a mudança na PDG.

Ao unificar suas bandeiras em torno de um único logotipo, a PDG não somente fortalece sua marca como também consegue reduzir seus custos. Desde fevereiro, os anúncios com o lançamento de imóveis em jornais e revistas foram padronizados, com o nome PDG em destaque. Das 12 agências atualmente contratadas, apenas três serão mantidas. Segundo cálculos da empresa, a estratégia deve permitir uma economia de até 15% na verba de marketing, ou 30 milhões de reais.

A virada mais importante, no entanto, será percebida no ambiente digital. Além de extinguir os sites das submarcas, de agora em diante a PDG deve seguir uma política única para a web, capitaneada pela agência Fess’Kobbi. A empresa é a responsável pelo marketing digital da Goldfarb, de longe a incorporadora que mais investe em internet no grupo — 25% do orçamento.

O primeiro passo será reforçar o atendimento virtual. Uma equipe de dez pessoas foi encarregada de monitorar redes sociais, como Facebook e Twitter, em busca de clientes insatisfeitos. A missão desse pessoal é responder instantaneamente a eventuais dúvidas e questionamentos — a ideia é que esse sistema virtual esteja funcionando até a metade deste ano. Outras 20 pessoas foram contratadas para reforçar o time de publicitários que já atendiam a Goldfarb na internet.

“Investir na criação de uma única marca é uma tendência mundial entre grandes empresas”, diz José Roberto Martins, da consultoria Global Brands. “Manter um portfólio com muitas marcas custa caro.” Um preço que a PDG, definitivamente, não parece disposta a pagar.

Metrô pretende inaugurar mais quatro shoppings

Fonte: Portal IG

O Metrô bate recorde de passageiros ano a ano. Mas se engana quem pensa que seu negócio é só venda de bilhetes. Os quatro shoppings localizados em estações - Itaquera, Santa Cruz, Boulevard Tatuapé e Metrô Tatuapé - renderam R$ 25 milhões no ano passado. Para se ter idéia do sucesso que fazem, o Metrô Tatuapé recebe diariamente 80 mil pessoas - o mesmo público do Shopping Ibirapuera - e o McDonald’s do Itaquera é o que mais vende na América Latina.

E não é só: há planos para inaugurar pelo menos outros quatro shoppings em estações nos próximos anos. Dois dos novos empreendimentos já estão com projetos adiantados - um deles está em obras. O Tucuruvi deve ser o primeiro a sair do papel, com previsão de inauguração para abril de 2012. Como houve atraso no cronograma, administradores do futuro shopping já estão repassando dinheiro ao Metrô.

O outro shopping em andamento é o Vila Madalena, que está com projeto pronto e aguarda liberação da Prefeitura. O Metrô estima que ele fique pronto cerca de um ano e meio depois do início das obras. Além desses, a companhia fechou recentemente estudos sobre dois empreendimentos para “médio prazo”.

Esses centros de compra no Metrô surgiram para ocupar terrenos desapropriados para servir como canteiro de obras, que ficaram sem uso após a inauguração das estações. Além de darem lucro, eles ajudam a controlar o fluxo de entrada de passageiros e, dependendo da região, promovem desenvolvimento, criando empregos e opções. A construção dos shoppings é sempre de responsabilidade da iniciativa privada e o Metrô cede os terrenos. Por isso, a companhia fica com parcela do lucro do shopping.

Obras prometidas já valorizam imóveis no centro

Fonte: O Estado de São Paulo

Corretores, especialistas e compradores são unânimes: a grande motivação por trás dos novos empreendimentos na região central é o potencial de valorização dos imóveis. Aliada à boa localização, à infraestrutura e às opções culturais, a esperança de que os projetos de revitalização saiam do papel e valorizem os apartamentos move tanto investidores interessados nos imóveis quanto quem decide mudar-se para o centro.


Esse é um dos principais motivos que levaram a turismóloga Vilmara Souza, de 28 anos, a querer se mudar para o centro. Ela mora na Freguesia do Ó, na zona norte, trabalha no Edifício Itália, na região da República, e quer se mudar para o centro para ficar mais perto do serviço. Morar lá hoje é muito melhor do que há cinco, dez anos. E ainda vai melhorar bastante, diz ela, que está interessada no lançamento do Parque Dom Pedro II.

Só naquela região a Prefeitura planeja demolir o Viaduto Diário Popular e fazer uma grande reforma no parque, além de revitalizar a Rua do Gasômetro. Fica bem mais perto do meu trabalho e todo mundo está dizendo que vai valorizar bastante se todos esses projetos realmente saírem, afirma Vilmara.

A mesma expectativa move o aeronauta André Miller, que quer comprar um imóvel no centro para o irmão, que vive nos Estados Unidos. Pelo que ficamos sabendo, há bastante expectativa. Várias regiões do centro já melhoraram e aqui pode acontecer o mesmo.

Atualmente, o preço médio do m² dos lançamentos no Bom Retiro e no Parque Dom Pedro é de R$ 5 mil - o que já é similar a novos empreendimentos em áreas como Santana, Saúde e Lapa. Uma unidade de 2 dormitórios no Downtown Smart Living, por exemplo, vale R$ 265 mil. Já os apartamentos de 3 quartos no Aquarela Paulistana, no Bom Retiro, custam R$ 360 mil. Mas a expectativa do mercado é de que eles valorizem mais do que em bairros fora do centro.

Lucro. Um exemplo dessa valorização é o Edifício Novo Centro República, lançado pela construtora TPA no ano passado, que deve ficar pronto em 2012. Os apartamentos de 1 e 2 quartos foram totalmente vendidos por cerca de R$ 4 mil o m², em média. Hoje, segundo a construtora, há quem esteja revendendo os imóveis por R$ 6 mil o m² - o que representa uma valorização de 50% em menos de um ano.

Apesar das altas expectativas, Luiz Paulo Pompéia, da Embraesp, lembra que ainda há bastante resistência na classe média alta em ir morar no centro. Dá para dizer que a cabeça das pessoas está começando a mudar, mas ainda há vários problemas a resolver nessas regiões, principalmente a segurança.

Preço do imóvel comercial mais que dobra em Santos

Fonte: Folha de São Paulo

Construtoras prometem oito prédios comerciais modernos para receber empresas que seguem a Petrobras e o porto

O mercado de imóveis comerciais de Santos segue a toada de aumento de preços que embala os segmentos de terrenos e residências, depois de anos de estagnação.

O valor de venda do m² comercial na cidade, que girava em torno de R$ 2.500 em 2008, de acordo com a Herzog Imóveis Industriais e Comerciais, saltou para mais de R$ 6.000 nos lançamentos mais luxuosos.

"Mas é importante destacar que, até 2008, os imóveis em Santos tinham um padrão bem inferior ao dos que começam a ser lançados hoje", diz Simone Santos, diretora de serviços corporativos da imobiliária.

E também há reflexos na locação comercial.

Estudo feito para a Folha por consultoria imobiliária, projeta que o aluguel do m² em edifícios comerciais considerados classe A para os padrões da cidade suba cerca de 30% até o fim de 2012, passando dos atuais R$ 49 por mês para R$ 65.

Lembrando que, em Santos, muitos dos imóveis já considerados de bom padrão pela consultoria não oferecem tanta sofisticação quanto os que existem em mercados mais desenvolvidos, como os das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Está prevista, para o fim do ano que vem, a entrega de oito prédios comerciais apontados como classe A, sendo três voltados à instalação de grandes companhias - mais luxuosos - e cinco de escritórios para empresas menores.

Sete empreendimentos estão sendo construídas do zero, a maioria na orla. E um passa por reforma para modernização, no centro.

Hoje, há apenas quatro edifícios classe A, para os padrões de Santos, todos na orla, o que representa um estoque total de 29.000 m². Daqui a dois anos, serão 12, ou 130.000 m².

MAIS CONDIÇÕES

"Os prédios novos terão bem mais condições para acomodar as empresas que estão se instalando na cidade em razão do pré-sal e da expansão do porto”.

Vale destacar que, mesmo que a valorização prevista se confirme, os preços ainda estarão bem abaixo dos praticados hoje para imóveis considerados classe A em São Paulo (onde o valor médio de locação do m² está em R$ 92 por mês) e no Rio de Janeiro (com R$ 133 mensais).

"A Baixada passa por várias transformações. Era um elefante adormecido", diz Marcello Arduin, diretor de contrato da Odebrecht Realizações Imobiliárias, que lançou um empreendimento comercial no centro em 2010 e planejam erguer outros.

Mas há uma ressalva em relação aos aumentos de preços dos imóveis: "Há um limite. É um elástico que você tem de saber quando parar de esticar".

Campanha contra os preços abusivos do combustível


EU VOU FAZER A MINHA PARTE, FAÇA AGORA A SUA

Mensagem enviada por um colega:

hoje dia 23/03/2011 abasteci aqui em Sumaré SP a R$ 2,69 A GASOLINA E O ÁLCOOL ESTAVA R$ 2,02.

DESSA VEZ NÃO SE ESQUEÇA E FAÇA UMA FORÇA!

TENTE CUMPRIR O COMBINADO!

NÃO SEI QUEM ESTÁ GANHANDO COM ISSO MAS, SEI QUE ESTOU SEMPRE PERDENDO.

OBS: ENVIE SEMPRE COMO "CCO" (COPIA OCULTA).

GASOLINA

(GNV, DIESEL e ÁLCOOL)

Como poderemos baixar os preços???

NÃO DEIXE DE LER...

Você lembra do Criança Esperança?

A UNICEF e a Rede Globo ‘abriram as pernas’...

Foi a força da Internet contra uma FÁBRICA DE DINHEIRO que DESCOBRIU-SE nunca chegar a quem de direito.

Então continue a ler .Não deixe de participar, mesmo que vc HOJE não precise abastecer seu carro com gasolina!! Mesmo que você não tenha carro, saiba que em quase tudo que você consome, compra ou utiliza no seu dia-a-dia, tem o preço dos transportes, fretes e distribuição embutidos no custo e conseqüentemente repassados a você.

Você sabia que no Paraguai (que não tem nenhum poço de petróleo) a gasolina custa R$ 1,45 o litro e sem adição de álcool . Na Argentina, Chile e Uruguai que juntos (somados os 3) produzem menos de 1/5 da produção brasileira, o preço da gasolina gira em torno de R$ 1,70 o litro e sem adição de álcool

QUAL É A MÁGICA?

Você sabia, que já desde o ano de 2007 e conforme anunciado aos "quatro ventos" O Brasil já é AUTO-SUFICIENTE em petróleo e possui a TERCEIRA maior reserva de petróleo do MUNDO.

Realmente, só tem uma explicação para pagarmos R$ 2,67 (cartel do DF) o litro: a GANÂNCIA do Governo com seus impostos e a busca desenfreada dos lucros exorbitantes da nossa querida e estimada estatal brasileira que refina o petróleo por ela mesma explorado nas "terras tupiniquins"

CHEGA!

Se trabalharmos juntos poderemos fazer alguma coisa.

Ou vamos esperar a gasolina chegar aos R$ 3,00 ou R$ 4,00 o litro? Mas, se você quiser que os preços da gasolina baixem, será preciso promover alguma ação lícita, inteligente, ousada e emergencial.

Unindo todos em favor de um BEM COMUM!

Existia uma campanha que foi iniciada em São Paulo e Belo Horizonte que nunca fez sentido e não tinha como dar certo. A campanha: "NÃO COMPRE GASOLINA" em um certo dia da semana previamente combinado não funcionou.

Nos USA e Canadá a mesma campanha havia sido implementada e sugerida pelo próprios governos de alguns estados aos seus consumidores, mas as Companhias de Petróleo se mataram de rir porque sabiam que os consumidores não continuariam "prejudicando a si mesmos" ao se recusarem a comprar gasolina.. Além do que, se você não compra gasolina hoje... vai comprar MAIS amanhã. Era mais uma inconveniência ao próprio consumidor, que um problema para os vendedores.

MAS houve um economista brasileiro, muito criativo e com muita experiência em "relações de comércio e leis de mercado", que pensou nesta idéia relatada abaixo e propôs um plano que realmente funciona.

Nós precisamos de uma ação enérgica e agressiva para ensinar às produtoras de petróleo e derivados que são os COMPRADORES que, por serem milhões e maioria, controlam e ditam as regras do mercado, e não os VENDEDORES que são "meia-dúzia".

Com o preço da gasolina subindo mais a cada dia, nós, os consumidores, precisamos entrar rapidamente em ação!!

O único modo de chegarmos a ver o preço da gasolina diminuir é atingindo quem produz,na parte mais sensível do corpo humano: o BOLSO. Será não comprando a gasolina deles!!!

MAS COMO!?

Considerando que todos nós dependemos de nossos carros, e não podemos deixar de comprar gasolina, GNV, diesel ou álcool. Mas nós podemos promover um impacto tão forte a ponto dos preços dos combustíveis CAIREM, se todos juntos agirmos para forçar uma guerra de preços entre eles mesmos.

É assim que o mercado age!!!

Isso é Lei de Mercado e Concorrência

Aqui está a idéia:

Para os próximo meses ( junho/ julho / agosto de 2011...) não compre gasolina da principal fornecedora brasileira de derivados de petróleo, que é a PETROBRÁS (Postos BR).

Se ela tiver totalmente paralisada a venda de sua gasolina, estará inclinada e obrigada, por via de única opção que terá, a reduzir os preços de seus próprios produtos, para recuperar o seu mercado.

Se ela fizer isso, as outras companhias (Shell, Esso, Ipiranga, Texaco, etc...) terão que seguir o mesmo rumo, para não sucumbirem economicamente e perderem suas fatias de mercado.

Isso é absolutamente certo e já vimos várias vezes isso acontecer!

CHAMA-SE LEI DA OFERTA E DA PROCURA

Mas, para haver um grande impacto, nós precisamos alcançar milhões de consumidores da Petrobrás.

É realmente simples de se fazer!!

Continue abastecendo e consumindo normalmente!! Basta escolher qualquer outro posto ao invés de um BR (Petrobrás). Porque a BR?

Por tratar-se da maior companhia distribuidora hoje no Brasil e consequentemente com maior poder sobre o mercado e os preços praticados.

Mas não vá recuar agora... Leia mais e veja como é simples alcançar milhões de pessoas!!

Essa mensagem foi enviada a aproximadamente trinta pessoas. Se cada um de nós enviarmos a mesma mensagem para, pelo menos, dez pessoas a mais (30 x 10 = 300). E se cada um desses 300 enviar para pelo menos mais dez pessoas, (300 x 10 = 3.000). E assim por diante, até que a mensagem alcance os necessários MILHÕES de consumidores!

É UMA "PROGRESSÃO GEOMÉTRICA" QUE EVOLUI RAPIDAMENTE E QUE VOCE CERTAMENTE JÁ CONHECE!

Quanto tempo levaria a campanha?

Se cada um de nós repassarmos este e-mail para mais 10 pessoas A estimativa matemática (se voce repassá-la ainda hoje) é que dentro de 08 a 15 dias, teremos atingido, todos os presumíveis 30 MILHÕES* de consumidores da Petrobrás (BR),

(fonte da ANP - Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis)

Isto seria um impacto violento e de consequências invariavelmente conhecidas...

A BAIXA DOS PREÇOS

Agindo juntos, poderemos fazer a diferença.

Se isto fizer sentido para você, por favor, repasse esta mensagem, mesmo ficando inerte.

PARTICIPE DESTA CAMPANHA DE CIDADANIA ATÉ QUE ELES BAIXEM SEUS PREÇOS E OS MANTENHAM EM PATAMARES RAZOÁVEIS ! ISTO REALMENTE FUNCIONA.

VOCÊ SABE QUE ELES AMAM OS LUCROS SEM SE PREOCUPAREM COM MAIS NADA!

O BRASIL CONTA COM VOCÊ!!!

OBS: ESTA CAMPANHA PODE NÃO SER A MELHOR FORMA DE COMBATERMOS OS PREÇOS ABUSIVOS DO COMBUSTÍVEL PRATICADOS HOJE NO BRASIL, MAS EU POSSO GARANTIR A VOCÊS QUE VAI, NO MÍNIMO, AGITAR BASTANTE O MERCADO E A MÍDIA. ISSO É CLARO, SE FIZERMOS BEM FEITO.

PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM.

terça-feira, 29 de março de 2011

Novos Shoppings irão gerar 15 mil novas vagas de trabalho

Fonte: O Estado de São Paulo

A Região Metropolitana de São aulo vai ganhar oito novos shoppings centers até o final de 2012. Depois de prontos, os empreendimentos devem gerar, juntos, pelo menos 15 mil novos postos de trabalho, de acordo com estimativas da Associação Brasileira dos Lojistas de Shoppings (Alshop).

Além de três novos centros comerciais na capital paulista, serão abertos ainda dois em Barueri — um deles o Shopping Iguatemi de Alphaville (foto) –, dois em São Bernardo do Campo e um em São Caetano do Sul. Luís Augusto Ildefonso da Silva, diretor de Relações Institucionais da Alshop, afirma que o cálculo do número de postos de trabalho leva em conta a média de dez funcionários para cada uma das cerca de 1,5 mil novas unidades de lojas previstas para o conjunto de empreendimentos.

Segundo Silva, no total de vagas não estão considerados os postos que serão abertos nas chamadas âncoras, grandes lojas de departamentos, como Renner, Riachuelo e Tok&Stok. Para o diretor da Alshop, as medidas de restrição de crédito anunciadas pelo Banco Central em dezembro — como o aumento da quantidade de dinheiro que os bancos têm de entregar à instituição como forma de depósito compulsório — não esfriaram a economia. “Pensamos que o movimento fosse cair a partir de fevereiro, o que não ocorreu.”

Alexandre Dias, diretor de Marketing e Varejo da General Shopping Brasil, empresa responsável pelo Parque Shopping Barueri, com inauguração prevista para novembro, afirma que o novo empreendimento pode gerar entre 2,5 mil e 3 mil empregos diretos e a mesma quantidade de vagas indiretas, distribuídos pelas dez lojas âncora, entre as quais Renner e C&A, e os 150 estabelecimentos “satélites” — como são chamadas as lojas menores — e seus prestadores de serviços.

Segundo Dias, a primeira fase das contratações acontece entre maio e junho, quando são recrutados profissionais para limpeza e segurança. “O recrutamento para as lojas só começa depois de julho.”Ele sugere que os interessados em trabalhar procurem informações com as próprias lojas.

Dias lembra, ainda, que a população de cidades vizinhas, como Carapicuíba e Santana do Parnaíba, não terão mais de se deslocar para São Paulo quando necessitarem do comércio de shopping.

Empreendimento no ABC

A cidade de São Caetano também terá nova opção de compras, serviços e lazer a partir de novembro. O Park Shopping São Caetano reunirá moradia, trabalho e lazer em um novo bairro da cidade, que inclui um conjunto residencial.

Pedro Cortês, superintendente de incorporação da Multiplan, empresa responsável pelo shopping, afirma que o local terá 242 lojas, 15 das quais, âncoras. Segundo ele, o empreendimento foi motivado para que o público do ABC, em particular os consumidores de São Caetano, não precisem deslocar-se até São Paulo para ir a shopping. “Queremos que o dinheiro gerado na região fique na própria região”, afirma.

Cortês calcula que o shopping traga ao ABC cerca de 5 mil novos postos de trabalho, sendo 2 mil diretos e outros 3 mil indiretos. Ele conta que os processos de seleção são conduzidos pelas próprias lojas e só terão início três ou quatro meses antes da inauguração do novo shopping. Embora observe que as vagas não estão abertas no momento, Cortês diz que os interessados podem cadastrar seus currículos no site http://www.parkshoppingsaocaetano.com.br/. “O ABC tem um volume de demanda que ainda não foi atendida”, avalia. Na opinião da analista de sistemas Ana Carolina Matrone, 25 anos, o shopping poderá ajudar a melhorar o comércio da cidade. “Embora eu goste do que encontro hoje, um shopping só tem a acrescentar.”

O taxista Gilberto Cesar, 65 anos, acha que ganhará mais com a novidade. “A cidade vai receber mais gente, que pode vir de bairros paulistanos próximos da cidade, como Ipiranga e Vila Alpina.”

Para a aposentada Teresinha Ravelli, 64 anos, shopping “só é bom para passeio”. Apesar da opinião, ela acredita que um shopping pode trazer mais recursos à cidade e ajudar a aprimorar a prestação de serviços públicos.