quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os bairros de SP onde já não há como construir


Fonte: Exame.com
Por: João Sandrini e Marcela Ayres

Além da falta de terrenos na região central e de infraestrutura na periferia, as construtoras já não conseguem aprovar novos projetos em 11 bairros de São Paulo

Plano diretor impede construção de grandes prédios residenciais em 11 bairros

Levar grandes empreendimentos imobiliários adiante na cidade de São Paulo definitivamente não é fácil. Os melhores bairros localizados nas regiões centrais praticamente não possuem mais terrenos disponíveis. Esse é o caso de Moema, Pinheiros, Sé, Consolação e Itaim Bibi. Já boa parte das regiões mais afastadas da cidade carecem da infraestrutura mínima necessária para que uma incorporadora se arrisque a erguer um empreendimento naquele local. Para piorar, desde 2007 a prefeitura e os vereadores da cidade não conseguem entrar em um acordo que permita a revisão do plano diretor estratégico, que estabelece limites para a construção de grandes empreendimentos na cidade. O resultado é que ao menos 11 grandes bairros paulistanos já tiveram seu potencial de construção esgotado, de acordo com as regras do atual plano diretor regional (veja a lista de bairros nas páginas seguintes). Essas regiões somente poderão abrigar os grandes prédios de apartamentos que já tiveram seus projetos aprovados pela prefeitura - a menos que a revisão do plano diretor seja aprovada. Quem acompanha as discussões, no entanto, aposta que o atual plano diretor não será revisado até seu vencimento em 2012, quando será necessário elaborar um novo com validade até 2022. Segundo Max Rezende, presidente da consultoria imobiliária Solamax, o impasse na Câmara dos Vereadores gera duas consequências: 1) os terrenos nessas regiões onde não é possível mais construir perdem valor porque já que não despertam mais o interesse das incorporadoras; e 2) os preços dos imóveis já construídos tendem a subir nessas regiões, uma vez que cresce a chance de que a oferta de novos apartamentos seja menor que a demanda.

Boom imobiliário na Vila Leopoldina está com os dias contados

Uma das regiões da cidade que cresceu mais rapidamente nos últimos anos, a Vila Leopoldina, na zona oeste, deve abrigar cada vez menos lançamentos de prédios residenciais - ao menos até que haja mudanças no plano diretor. A legislação municipal não proíbe que novas construções sejam erguidas em nenhum bairro específico, mas impõe custos e limites para grandes empreendimentos. Os limites dependem tanto da localização quanto da finalidade do imóvel. Mas, de maneira geral, alguém que queira levar adiante um empreendimento de 2.000 metros quadrados de área construída em um terreno de 2.000 metros quadrados não terá despesas extras com a prefeitura. Já um incorporador que planeje um imóvel de 5.000 metros nesse mesmo terreno terá de pagar à prefeitura pela autorização para construir esses 3.000 metros que excedem a área do terreno. Além do custo, também há uma limitação física para esses grandes projetos. No caso da Vila Leopoldina, só podem ser construídos 190.000 metros quadrados em imóveis residenciais que ultrapassem o limite da isenção de taxa. Mas os projetos já aprovados somam 189.160 metros quadrados. Para Max Rezende, presidente da consultoria imobiliária Solamax, quando o limite for plenamente atingido, dificilmente alguma construtora fará novos lançamentos. "Como os terrenos estão muito caros na cidade, a maioria dos projetos só são financeiramente viáveis para as incorporadoras se dezenas ou centenas de apartamentos puderem ser construídos", diz. Dessa forma, somente os projetos em construção ou ao menos já aprovados serão levados adiante no bairro. Um novo boom imobiliário só poderá acontecer após mudanças no plano diretor.

Cambuci é um dos bairros mais sub-aproveitados

Para Max Rezende, presidente da consultoria imobiliária Solamax, ao lado da Mooca e da Vila Leopoldina, o Cambuci é um dos três bairros da cidade que mais possuem terrenos para novas construções e que, mesmo assim, já sofrem com as restrições para construções. Localizado na região central, o Cambuci só pode comportar novos projetos já aprovados ou que não excedam o limite de isenção estabelecido pela prefeitura. Todos os 20.000 em metros quadrados colocados à disposição das construtoras pelo atual plano diretor já foram consumidos. Com forte ocupação residencial, o bairro se tornou foco das incorporadoras e construtoras por ficar próximo ao centro e ainda apresentar um custo de terreno razoável. Max Rezende, da Solamax, acredita que o plano diretor estratégico regional, elaborado em 2004, subestimou a possibilidade de expansão do Cambuci porque, naquela época, não era possível prever que a cidade passaria por tamanho boom imobiliário poucos anos depois.

Morumbi enfrenta restrições para construções residenciais e comerciais

O Morumbi é um dos três bairros da cidade de São Paulo onde a Prefeitura já não aprova novos projetos residenciais nem comerciais. Praticamente todas as autorizações previstas no plano diretor já foram consumidas pelas construtoras. Com uma renda média familiar de 12.103 reais, o bairro abriga muitas famílias de classe alta. São 11,4 km² ocupados por 32.508 habitantes. A arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, autora de projetos famosos como do MASP e do SESC Pompéia, ajudou a urbanizar o bairro ao se mudar para lá na década de 50. Com a construção do estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, e a transferência da sede do governo do estado para o Palácio dos Bandeirantes, os terrenos disponíveis foram rapidamente ocupados. A partir dos anos 80, a verticalização chegou ao Morumbi. Hoje o metro quadrado de um imóvel novo custa em média 9.981 reais na região. Apesar de ser considerado um bairro nobre, as favelas Real Parque e Jardim Panorama também se concentram no distrito. O Morumbi também faz divisa com a favela de Paraisópolis.

Ipiranga ganha metrô, mas não pode abrigar novos projetos

Palco da proclamação da Independência por Dom Pedro I, o bairro do Ipiranga ganhou recentemente duas das mais modernas estações de metrô da cidade: Alto do Ipiranga e Sacomã. Apesar disso, as construtoras já não conseguem mais aprovar grandes projetos residenciais no bairro. O metro quadrado para imóveis novos custa em média 4.048 reais. Além do Parque da Independência e do Museu do Ipiranga, o bairro também abriga o Museu de Zoologia da USP. No início do século passado, a região era predominantemente industrial. Beneficiado pela proximidade da estrada de ferro que ligava Santos a Jundiaí, o Ipiranga era escolha comum das indústrias que buscavam se aproveitar das facilidades de transporte. A inauguração da rodovia Anchieta em meados dos anos 40 reforçou esse perfil. Com o passar do tempo, no entanto, as antigas áreas industriais próximas à orla ferroviária passaram a ser incorporadas para a construção de lançamentos residenciais.

Liberdade já tem alta densidade demográfica

Reduto da comunidade oriental em São Paulo, a Liberdade apresenta uma alta densidade demográfica assim como as maiores cidades japonesas. O alívio para os atuais moradores é que novos projetos de prédios de apartamentos não podem mais ser aprovados nesse bairro, que está localizado a poucos metros da praça da Sé. O preço do metro quadrado de imóveis novos é de 4.667 reais e a renda familiar média é de 5.188 reais. Com ruas enfeitadas e comércio diversificado, a Liberdade é um dos distritos de maior apelo turístico em São Paulo. Entre os principais atrativos do bairro, estão as lojas e restaurantes japoneses e os bares com karaokê.

Jaraguá é famoso por abrigar o pico mais alto de São Paulo

Arrebanhando áreas desmembradas de Perus, Pirituba e da Freguesia do Ó, o Jaraguá tornou-se um distrito em 1948. O bairro tem 28,1 km² e uma população de 187.500 habitantes, em especial de classe média baixa. A aquisição de novas autorizações para a construção de grandes projetos residenciais no bairro já não é mais possível. Ao menos a natureza agradece. É no distrito que se localiza o Parque Estadual do Jaraguá, tombado pela Unesco como patrimônio da humanidade por concentrar uma das principais áreas remanescentes de mata atlântica. São 493 hectares de área, dos quais 34 hectares dedicados ao turismo. O ponto mais alto de São Paulo fica dentro do parque. No chamado Pico do Jaraguá, encontram-se as torres de transmissão da TV Globo e da Bandeirantes, a 1.135 metros de altitude.

Lapa reúne imóveis de alto padrão e empresas

Na Lapa, as autorizações para a construção de 75.000 metros quadrados em grandes imóveis residenciais já foram praticamente consumidas pelas construtoras. A antiga vila operária da zona oeste da cidade passa por um processo de verticalização desde os anos 80. Com uma área de 10,2 km² e 53.259 habitantes, a Lapa abriga perfis diferentes em um mesmo distrito. No Alto da Lapa, predominam empreendimentos de padrão mais elevado. Por sua vez, a Lapa de Baixo mantém as características de bairro industrial. Atualmente, o preço do metro quadrado de um imóvel novo é de 4.246 reais. Para o aluguel de escritórios novos, esse valor já bate em 6.601 reais. Cercada pelas marginais Tietê e Pinheiros, além das avenidas Hermano Marchetti e Marquês de São Vicente, a Lapa conta com opções culturais como a Estação Ciência e o teatro Cacilda Becker. Neste ano, a prefeitura anunciou um plano de revitalização para a linha de trem que liga a Lapa ao Brás, no centro. A ideia é construir um parque público e uma nova avenida onde hoje estão os 12 km de trilhos.

Jaguaré sofre com ocupações irregulares

Assim como o Morumbi e a Vila Guilherme, o bairro da Jaguaré, na zona oeste, já enfrenta restrições legais para a construção de imóveis residenciais e também comercias. A ocupação do bairro foi consolidada após a construção da ponte do Jaguaré na década de 40. Com a obra, o bairro ganhou uma ligação com a Vila Leopoldina e a Lapa. A partir de então, o Jaguaré atraiu centenas de fábricas, se tornando um dos distritos mais industrializados da cidade. O antigo dono do local, idealizador do projeto de urbanização da região, doou à prefeitura um terreno de aproximadamente 150.000 m² no início do século passado para a implantação de uma área de lazer. O projeto nunca foi levado a cabo e, a partir da década de 60, o espaço passou a ser invadido por famílias de baixa renda. Hoje, o terreno é ocupado pela favela Vila Nova Jaguaré, uma das maiores da cidade. Ao todo, o bairro conta com 41.888 habitantes e uma área de 6,5km².

Marginal Tietê "congestiona" mercado imobiliário do Limão e da Vila Guilherme

Não são apenas os motoristas dos carros que passam o dia em busca de espaços vazios na marginal do Tietê. Os poucos terrenos vagos no entorno das pistas são disputados principalmente por empresas - o que, por sua vez, atrai quem trabalha nesses locais para residências vizinhas. Não é à toa que os bairros do Limão e da Vila Guilherme já estão com autorizações esgotadas para a construção de grandes empreendimentos comerciais. Na Vila Guilherme, não é possível nem mesmo adquirir uma outorga para erguer prédios comerciais.

Mesmo com população em queda, não há como construir no Belém

Foi no bairro de Belém que começou o processo de industrialização paulista. A região abriga a Vila Maria Zélia, a primeira vila de operários do Brasil. A população, no entanto, vem paulatinamente deixando a região. Em 1991, eram 49.697 habitantes. Em 2008, o número caiu para 25.161 moradores. Paradoxalmente, quase não há mais outorgas para a construção de prédios residenciais no bairro. E o problema tende a ficar cada vez maior na cidade de São Paulo. Ao menos três bairros (Campo Grande, Capão Redondo e Cursino) estão quase no limite de projetos que poderão ser aprovados antes da votação do novo plano diretor. Além disso, já não há mais como levar adiante novos empreendimentos não-residenciais em um total de oito bairros: Bela Vista, Jaguaré, Jardim São Luis, Mooca, Morumbi, Vila Andrade, Vila Formosa e Vila Guilherme. Se a Câmara dos Vereadores de São Paulo não se concentrar em uma solução, a tendência é que os preços dos imóveis continuem a subir na cidade.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

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domingo, 27 de junho de 2010

4 imóveis são vendidos por hora em SP


Rodrigo Brancatelli - O Estado de S.Paulo

A cada 60 minutos, quatro apartamentos novinhos em folha são vendidos na cidade de São Paulo. Isso significa que, ao fim da leitura dessa reportagem, pelo menos um imóvel terá sido comercializado. Nunca se vendeu tantos apartamentos assim - é como se a capital construísse um município de Ribeirão Pires anualmente, algo inédito nas pesquisas do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Inédito, ok, mas não sem explicação. Por trás desse mar de prédios e do volume de vendas 75% maior do que no ano passado, há um exército de profissionais especializados em descobrir e entender os hábitos dos paulistanos, seus desejos e suas ambições. Da "antropologia de mercado" à "filosofia imobiliária", eles sabem direitinho a fórmula para imóveis dos mais diferentes preços e metragens venderem como pãozinho fresco.

Os próprios empresários do setor repetem como um mantra: "em São Paulo, não há o direito de errar". É por isso que, inúmeras vezes, os prédios parecem seguir uma tendência, como se saíssem de uma linha de montagem - hoje são os edifícios sustentáveis, ontem eram os condomínios-clubes, os prédios com nomes em francês, terraços gourmets, fitness centers... Do nome do empreendimento às ilustrações dos folhetos, passando por maquetes que podem custar R$ 1 milhão, folders que custam o preço de um livro de arte e até desfiles da marca Dior em estandes de vendas, tudo é absolutamente pensado e repensado para fisgar o paulistano.

Quer vender casa em condomínio fechado? Fácil, ensinam os especialistas em marketing imobiliário, coloque cachorros nos folhetos, muitos e muitos cachorros. Pretende vender rapidamente apartamento nos Jardins? Então coloque jovens solteiros nas propagandas. Está difícil vender empreendimento de alto padrão no bairro da Barra Funda? Tudo bem, é pegar emprestado o nome da vizinha Água Branca que tudo fica bem mais simples.

"Você tem de criar uma filosofia que fale diretamente com o comprador", diz Fábio Rossi Filho, diretor da Itaplan Imóveis. "Tudo precisa ser pensado, porque um empreendimento demora cinco anos para sair do papel. Você também precisa entender o bairro, saber quem mora lá e como são os outros prédios, porque não dá para inventar do zero, é preciso seguir o que já existe e dá certo. Se você vai fazer um prédio em um bairro residencial, tem de criá-lo direcionado para a família, colocar muito lazer, casais nos folhetos... Se for em bairros com mais bares, como a Vila Madalena, o ideal é colocar só jovens nas propagandas e exaltar algum diferencial da arquitetura do prédio. É aquele velho ditado: diga-me com que andas que te direi quem és."

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Construtoras buscam terrenos em bairros distantes


Nos lugares mais disputados, como o Itaim, escassez de espaço já limita o lançamento de empreendimentos

Fonte: Roberta Scrivano, Aiana Freitas - O Estado de S.Paulo

A ausência de terrenos com características propícias para erguer um prédio na região central de São Paulo está levando as construtoras a buscar oportunidades em regiões mais distantes. Bairros que antes eram periféricos começam a surgir mais requintados. A zona leste de São Paulo é um exemplo que se enquadra no perfil.

Ubirajara Spessoto, diretor de incorporações da Cyrela, concorda que já não há tanta divisão física nos bairros. Ele diz até que também não existe mais divisão entre os 38 municípios que compõem a região metropolitana de São Paulo. "É indiferente para mim, do ponto de vista mercadológico, se vou empreender em São Paulo, Osasco, Guarulhos ou São Bernardo. A divisão física existe mais", diz.

O executivo também garante que não há falta de demanda em nenhum dos novos polos.

Bairros como Perdizes, Pinheiros, Moema e Itaim são os que, segundo as construtoras, terão cada vez menos lançamentos de novos imóveis, apesar de ainda haver forte demanda por essas regiões. "E esses locais são os que têm os preços mais altos", diz Carlos Eduardo Ferraro, diretor da construtora Obracil.

A demanda e o ritmo de novas ofertas têm sido tão ligeiros que, para o diretor da Cyrela, nos próximos 20 ou 25 anos, a tendência é não haver divisão física entre São Paulo, Jundiaí e Campinas. "Não tratamos a cidade de São Paulo separada das outras cidades que formam a Grande São Paulo", avalia.

Preço. Questionado sobre se os preços na capital paulista continuarão em alta, Ferraro, da Obracil, diz que a tendência é haver uma estabilização. "Estamos chegando ao topo dos preços. Acredito que subirá ainda um pouco mais, mas não vamos passar muito do atual limite", diz.

Ele explica que a forte valorização (segundo a Embraesp, no primeiro quadrimestre deste ano, os preços dos imóveis de dois dormitórios subiram 42,8%quando comparado ao mesmo período de 2009) se explica pelo fato da ausência de lançamentos das construtoras antes de 2006. "De repente, houve um boom de oferta de imóveis e de crédito, o que impulsionou a alta dos preços, sobretudo em São Paulo."

Os especialistas garantem que, apesar do cenário atual, o mercado está longe de ficar saturado. "Há muitas regiões para serem exploradas", diz Ferraro. "Temos 5,2 milhões de lares na Grande São Paulo. Se considerarmos que 20% disso é subhabitação, teremos 4,2 milhões de lares aproximadamente. Se o mercado crescer 2% apenas, já são 80 mil unidades novas por ano", afirma Spessoto.

Preço de imóvel não para de subir em SP e mercado vê mais altas nos próximos anos


Entre comprar agora ou esperar eventual queda dos preços, maioria dos especialistas não tem dúvida: recomenda a primeira opção.

Fonte: Roberta Scrivano - O Estado de S.Paulo

Quem está procurando imóvel para comprar em São Paulo sabe que os valores estão amargos. A dúvida é: esperar os preços baixarem ou comprar antes que subam mais? Especialistas são unânimes na recomendação da compra imediata e alertam que quem esperar poderá pagar valores ainda mais altos.

Os "culpados" pelo avanço nos preços são a falta de grandes terrenos disponíveis - até as regiões que antes eram menosprezadas estão valorizadas - e a forte demanda da população, que está com salários mais altos e tem crédito cada vez mais fácil (ler mais na página ao lado).

Para se ter uma ideia do tamanho dessa demanda, de janeiro a março, foram vendidos, só na cidade de São Paulo, 8.461 imóveis novos, além de outros 4.676 usados. Trata-se de um crescimento de cerca de 2% sobre o trimestre anterior. E as projeções do setor para as vendas são tão elevadas quanto os números obtidos no período passado.

"Por pelo menos mais cinco anos, a demanda vai continuar nesse ritmo e, pelo mesmo período, o preço dos imóveis continuará no embalo de forte alta", afirma Denise Labate Vasconcellos, professora do Mackenzie e especialista em mercado imobiliário.

Apesar dos preços elevados, especialistas salientam que nunca antes na história do País o crédito imobiliário esteve tão acessível à população. "Então, é preciso aproveitar também essa situação, caso não se tenha o valor necessário para efetuar a compra à vista", comenta Silvio Paixão, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

A Caixa é, com larga folga, a líder na concessão de crédito imobiliário, com mais de 90% do total de financiamentos fechados nos últimos 12 meses, segundo dados do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).

Por meio de comunicado, o banco estatal informa que foram "ampliados prazos para até 30 anos, cotas de financiamento de até 90% (do valor do imóvel) e, em alguns casos, até 100%".

"Portanto, sob a ótica do financiamento imobiliário, o momento é favorável à aquisição de imóvel. No entanto, considerando que o mercado está bastante aquecido tanto pelo lado da oferta quanto do lado da demanda, é recomendável que o comprador pesquise o universo de imóveis em oferta", diz a Caixa.

Usados ou novos. Para o presidente do Creci-SP, Augusto Viana, os imóveis usados podem ser melhor negócio para quem procura preços mais baixos e imóveis com metragem maior. "Nos usados, é possível negociar o preço, nos novos, não", diz. "Além disso, os antigos são bem mais espaçosos que os novos", emenda.

João Cristana, presidente do Secovi, no entanto, lembra que, normalmente, os usados exigem algum tipo de reforma. "Tem de incluir esse custo no planejamento."

Ricardo José de Almeida, professor do Insper (ex-Ibmec SP), completa dizendo que, geralmente, os novos atendem mais "os desejos dos compradores". "As estruturas são mais inovadoras e os novos têm áreas externas bem elaboradas", diz.

O professor do Insper recomenda também boa pesquisa entre os imóveis. "No lançamento do empreendimento é muito mais barato", reforça. Isso quer dizer que, quem chegar primeiro, pagará menos. "Por isso, é preciso ficar bem atento aos movimentos do mercado."

Ritmo acelerado

Lançamentos
Em março, segundo a Embraesp, foram lançadas 3.959 moradias em São Paulo, 140% a mais do que em fevereiro.

Mais vendidos
Os imóveis de três dormitórios lideram as vendas das novas moradias. Nos usados, os imóveis acima de R$ 200 mil foram os líderes nas vendas do mês de março, independentemente do número de quartos, com 55,06% do total comercializado.

Preços
Ainda de acordo com a Embraesp, o preço do metro quadrado dos imóveis de dois dormitórios subiu 42,89% no primeiro quadrimestre deste ano quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Bairros
Segundo o Secovi, os bairros mais saturados, que terão cada vez menos ofertas, são Itaim, Pinheiros, Perdizes e Tatuapé. De outro lado, Morumbi, Penha e Itaquera são apontadas como as regiões que devem ter cada vez mais novos lançamentos e com preços um pouco mais baixos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Vantagens de compra de imóvel na planta


10 VANTAGENS DE COMPRAR UM IMÓVEL NA PLANTA

Fonte: Portal exame dia 10/04/2010

É notável que de uns anos para cá, a compra de imóveis na planta tem aumentado, um dos principais motivos é a condição de pagamento das construtoras. Fizemos uma lista com dez possíveis vantagens para quem pensa em comprar um imóvel na planta.

Condição de pagamento – As condições de pagamento das construtoras geralmente são muito sedutoras. Na maioria das vezes o comprador paga 30% do valor do imóvel até as chaves e o resto pode financiar com algum banco, que estão com as menores taxas da história, ou quitar o valor.

Prazo para planejar a mudança – Muitos noivos se interessam por comprar imóveis na planta e um dos principais motivos é o tempo de entrega do imóvel. Este tempo proporciona certa tranqüilidade para os noivos planejarem o casamento e toda a mudança.

Condomínio baixo – Os novos projetos já levam em consideração a demanda por condomínios baixos, por isso, investem em infraestrutura como reutilização da água.

Documentação descomplicada – Assim como um carro zero, um apartamento na planta tem menores chances de ter problemas com documentação, por conta de nunca ter sido habitado.

Instalações modernas – Instalações novas evitam custos com manutenção, além de suprirem através de uma infra-estrutura moderna as necessidades atuais dos consumidores, um exemplo é apartamentos com no mínimo uma vaga, e vaga opcional para compra.

Agilidade na decoração e mobília – Com a planta na mão o planejamento da decoração e da mobília é mais tranqüilo que o normal. Outra vantagem é o tempo que o comprador tem para escolher e cotar materiais de construção e móveis, o que aumenta a possibilidade de fazer uma melhor negociação.

Facilidade de reforma – A personalização do apartamento é feita com mais facilidade, como por exemplo, no caso de trocar paredes de lugar, derrubar, ampliar, reduzir algum cômodo.

Alta liquidez – Se o imóvel escolhido for bem localizado e tiver uma boa planta, terá uma alta liquidez. Investidores sempre compram imóveis na planta, portanto, diante de qualquer imprevisto financeiro, vender o imóvel pode ser uma saída.

Lucro ao receber as chaves – Não é uma regra, porém, na maioria das vezes, é o que acontece. Segundo o CRECI, um imóvel na planta pode valer 50% a mais que um imóvel usado.

Realização Pessoal – Talvez uma das mais relevantes, a compra de um imóvel na planta é uma realização pessoal. Além de toda aquela ansiedade para receber as chaves, a realização de morar em um apartamento novo não tem preço.

Imóveis na planta é a melhor opção para quem não tem pressa.

Facilidade na aquisição do crédito, menor burocracia, preços mais em conta e maior valorização estão entre o benefícios, e os imóveis na planta estão bastante atraentes e o governo vem estimulando a a quisição do crédito imobilário.

Adquirir um imóvel na planta é um negócio repleto de vantagens para quem tem condições de esperar pela finalização da obra. As prestações são reajustadas segundo a variação do Índice Nacional de Construção Civil (INCC), mas comprar um imóvel ainda em construção pode significar uma economia de 20% a 30% do valor dos imóveis prontos. Em certos casos, a valorização do imóvel com a entrega das chaves chega a até 50%. Além disso, os apartamentos comprados na planta geralmente têm taxas condominiais menores. Pode ser um investimento mais duradouro e o comprador pode escolher a planta tipo e a unidade, além do andar mais adequado a sua preferência. O planejamento da decoração é mais tranqüilo, a personalização do apartamento é feita com mais facilidade., quando se compra na planta, quanto mais longe o final da obra, mais facilitada a entrada e o financiamento direto com a construtora é uma grande vantagem com menor burocracia, ideal para quem consegue acumular alguns ganhos extras durante.

O mercado oferece ótimas perspectivas para os próximos anos, *fonte de renda vitalícia, como o aluguel ,*Potencial de valorização, *Segurança do patimonio, *Pós venda com qualidade Abyara

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