quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PDG compra parte do terreno do Playcenter


Fonte: biswangerbrazil.com

Uma área de 12.000 metros quadrados, parte do complexo de 85.000 metros quadrados ocupado pelo parque na zona norte da capital, foi vendida no início de agosto para a incorporadora PDG Realty. A empresa pagou 35 milhões de reais para ficar com o terreno, onde deverão ser construídas torres residenciais. Mesmo com a venda, o parque continuará em funcionamento. A PDG, no entanto, tem o direito de preferência de compra do restante da área nos próximos seis meses, desde que o Playcenter, que aluga o terreno, não iguale sua oferta. Caso compre toda a área, a PDG deverá construir no local edifícios comerciais, além de um shopping center, e o Playcenter terá de encerrar suas atividades.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

3 imóveis são demolidos por dia em SP


Fonte: Estadao.com
Por: Rodrigo Brancatelli


Em 4,5 anos, 4.713 casas e galpões foram substituídos por prédios; especialistas e moradores alertam para descaracterização de bairros. 

Uma cidade inteira de casas sumiu entre os prédios de São Paulo nos últimos quatro anos e meio, período do boom imobiliário paulistano. Enquanto o mercado lançava dez novos edifícios por semana, foram demolidos na capital exatos 4.713 imóveis, entre residências e galpões industriais - mais do que o total de domicílios de 148 municípios paulistas. Isso significa que três endereços foram destruídos por dia para dar lugar a prédios residenciais e empresariais. 

No mesmo período, São Paulo ganhou 2.439 edifícios, com um total de 155.610 apartamentos. Ou seja, enquanto a capital inflou uma São Caetano do Sul de apartamentos, perdeu uma Aparecida d"Oeste de casas. "Tenho certeza de que estamos perdendo muito da identidade dos bairros de São Paulo", diz Regina Monteiro, presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura e integrante do Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat). "Teríamos de ter planejamento, mas hoje não temos instrumentos para evitar esse problema. Não é uma coisa saudosista, tem a ver com a ambiência que traz qualidade de vida ao paulistano." 

O Estado fez o levantamento exclusivo dos imóveis demolidos com base em todos os deferimentos de alvarás de execução de demolição publicados no Diário Oficial de 1.º de janeiro de 2007 até a semana passada. Neste ano, já foram demolidos 204 imóveis. No ano passado, o número chegou a 1.590, enquanto em 2009 foram 933; em 2008, 1.095; em 2007, 891. Com o cruzamento dos dados, é possível ver que os bairros que mais perderam casas foram justamente aqueles cuja identidade sempre esteve ligada a sobrados, palacetes e residências da primeira metade do século passado - como Vila Mariana, Pinheiros, Saúde, Itaim-Bibi, Bela Vista, Consolação e Mooca. 

"São inúmeros os casos. Posso citar o casarão da Rua Pará e o da Alameda Santos como exemplos marcantes", diz o fotógrafo Douglas Nascimento, que edita o site São Paulo Antiga (www.saopauloantiga.com.br). "Um dos postos de gasolina mais antigos de São Paulo, no Glicério, ter ido abaixo em julho também impressionou pelo descaso à São Paulo de outros tempos." Criado em 2009, o site é uma espécie de canal virtual de fiscalização e coleciona fotos de casas, fábricas e galpões abandonados que correm o risco de desabar ou ser demolidos. Nascimento já visitou e fotografou 800 endereços. 

"A cidade perdeu muito de sua identidade e de sua arquitetura. Alguns bairros, como Vila Madalena, Pinheiros e Tatuapé, foram completamente modificados. Não dá para preservar a cidade inteira, não há como segurar o progresso. Mas não é possível deixar a cidade perder sua alma indiscriminadamente." 

Lucro. Para as demolidoras, o mercado cresce de 20% a 30% ao ano, segundo a Desmontec, empresa responsável pelas demolições da Praça Roosevelt e do Estádio Palestra Itália. "O mercado explodiu nos últimos cinco anos", resume o diretor comercial, Hewerton Bartoli. / COLABOROU MÁRCIO PINHO

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Indicadores mostram que euforia está no fim


Fonte: Gazeta do Povo


Setor deve bater recordes em 2011, mas o ritmo das vendas já é mais lento. Não há mais empreendimentos esgotados já no lançamento, como ocorria no ano passado

Após forte crescimento nos últimos anos, o setor imobiliário começa a dar os primeiros sinais de desaquecimento, influenciado pelos preços altos e pela desaceleração da demanda. O mercado deve bater mais um recorde em 2011, mas o valor dos imóveis já está subindo em um ritmo mais lento, e é cada vez mais difícil encontrar empreendimentos que são vendidos 100% na ocasião do lançamento, como ocorria no ano passado.

Calote de investidor ‘descapitalizado’ preocupa o setor

Uma parte dos imóveis novos que começam a ser entregues agora estão nas mãos de investidores, que compraram na planta há dois, três anos, e que agora querem realizar suas vendas. Embora as entidades e construtoras evitem falar sobre esses compradores, sabe-se, nos bastidores do mercado, que há uma preocupação com aqueles investidores pouco capitalizados, que não têm dinheiro para quitar a dívida ou crédito para honrar o financiamento na entrega das chaves.

São investidores que se empolgaram com a possibilidade de ganhos com o boom do setor, mas que não tinham capital e nem experiência de aplicação em imóveis, que são conhecidos pela pouca liquidez na hora da venda. Sem dinheiro, eles provavelmente vão precisar vender rapidamente os imóveis e, em um cenário de grande oferta, poderão começar a depreciar os preços.

Estima-se que haja um volume pequeno de investidores nessas condições, mas é possível observar em Curitiba alguns empreendimentos em fase final de acabamento já com cinco, seis unidades com placas de venda. “Aquele que compra e não tem como honrar o financiamento não é investidor, é especulador. E isso não é saudável para o mercado.

Conheço dois casos de construtoras que tiveram que retomar o imóvel de pessoas que não conseguiram pagar na entrega. Mas em geral quem atua como investidor nesse mercado está capitalizado”, afirma Gustavo Selig, presidente da Ademi. Para barrar o investidor depreparado, algumas construtoras têm aumentado os porcentuais das taxas de transferência de imóveis. (CR)

Imóveis menores têm valorização superior

Os apartamentos de um e quatro quartos são os que apresentaram uma redução maior no ritmo de alta de preços nesse ano, segundo dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi).

Depois de subirem 31,3% em 2010, as unidades de um quarto estavam com valorização de 9,3% até maio desse ano (último dado disponível). O preço médio do metro quadrado por área total desse tipo de imóvel ficou em R$ 3.277,32.

No caso dos apartamentos de quatro quartos, o aumento dos preços, que atingiu 34,3% em 2010, ficou em 10,8% nesse ano, para R$ 3.272.

Os preços dos apartamentos de três quartos também estão subindo menos – depois de uma alta de 20,6% em 2010, eles estão 15,1% mais caros e em maio o metro quadrado estava em R$ 2.554,99. A exceção ficou por conta dos apartamentos de dois dormitórios, que fizeram o movimento contrário: o aumento passou de 8,3% para 20,7% entre 2010 e 2011. Em maio, o preço médio do metro quadrado estava em R$ 2.483,75.

Para Gustavo Selig, presidente da Ademi, os preços não devem mais repetir as taxas de crescimento de anos anteriores – quando chegaram a aumentar entre 25% e 32% - mas a tendência, no médio prazo, ainda é de valorização: entre 15% e 18% ao ano.

domingo, 21 de agosto de 2011

Prédios inteligentes geram economia para as "Smarter Cities"


Fonte: biswangerbrazil.com


Quando falamos em cidades mais inteligentes devemos inevitavelmente abordar a questão dos prédios e edifícios mais inteligentes, os smarter buildings. Alguns estudos apontam que as construções (que podem ser prédios comerciais e residenciais, hospitais, aeroportos e rodoviárias, prédios governamentais, condomínios, fábricas, e assim por diante) são responsáveis pelo consumo de 42% da eletricidade mundial e, por volta de 2025, serão os maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta. 

Nos EUA, estima-se que os edifícios consumam 70% de toda eletricidade gerada e sejam responsáveis por 38% da emissão dos gases de efeito estufa. Uma construção como um grande data center dobra seu consumo de energia a cada cinco anos. 

Diante deste cenário, não é de espantar que existam muitos esforços para tornarem os prédios mais inteligentes. 

Tornar um prédio mais inteligente significa utilizar de forma inovadora as novas tecnologias, integrando-as entre si e a sistemas de informação externos. Exige também mudanças e ajustes nos procedimentos e práticas em todo o ciclo de vida de um prédio, começando com sua construção, passando pela operação e terminando na sua eventual demolição. 

Um prédio mais inteligente começa por seu projeto, que deve levar em consideração as questões de consumo de energia, sustentabilidade ambiental e qualidade do material a ser empregado. O uso de tecnologias em todo o seu ciclo de vida deve ser considerado nesta etapa. Neste momento, tecnologias de simulação podem ser empregadas para assegurar que o projeto está dentro dos requerimentos desejados. 

"Nos EUA, estima-se que os edifícios consumam 70% de toda eletricidade gerada e sejam responsáveis por 38% da emissão dos gases de efeito estufa" 

O estágio da construção é a fase em que os requerimentos do projeto são colocados em prática. O uso de tecnologias como RFID (Radio-frequency Identification) pode ajudar bastante a rastrear os materiais e máquinas usados na construção. 

Os estágios a seguir, operação e manutenção, envolvem a operação dos sistemas e tecnologias de forma integrada. Os dados coletados em tempo real por sensores de temperatura, presença e outros são tratados e integrados com os sistemas de gestão do prédio. E, finalmente, na demolição, novamente o uso de tecnologias como RFID podem ajudar na gestão de materiais que envolvam impacto ambiental. 

Mas, como funciona na prática um smarter building? Um prédio mais inteligente usa extensivamente redes de sensores para obter, em tempo real, informações que possam gerar análises que permitam a gestão do prédio continuamente. Uma das formas é a adaptação dos sistemas que monitoram os serviços (facilities) do prédio, como água, temperatura, iluminação, uso de elevadores etc., tornando-os mais eficientes e reduzindo o desperdício. 

No futuro, a evolução destes sistemas permitirá a criação de algoritmos que possam atuar de forma preventiva, identificando eventuais problemas antes que eles aconteçam. Por exemplo, identificar a aproximação de uma tempestade muito severa pode gerar ações preventivas para evitar danos à construção ou mesmo diminuir os riscos de seus ocupantes. E integrando um prédio inteligente com outros, cria-se uma rede que, em determinadas situações, podem sincronizar o uso de energia para os seus sistemas de ar-condicionado para diminuir eventuais riscos de apagões quando o sistema elétrico estiver sobrecarregado. Esta, por exemplo, é uma situação em que os prédios inteligentes estarão se comunicando com os sistemas de energia da cidade. É um exemplo típico de smarter cities. 

"Um prédio mais inteligente começa por seu projeto, que deve levar em consideração as questões de consumo de energia, sustentabilidade ambiental e qualidade do material a ser empregado" 

A tecnologia também tem papel importante nos serviços de manutenção preventiva, apontando, por exemplo, que determinado elevador precisará de manutenção antes que ocorra uma pane. Sistemas de tratamento analítico de dados de consumo de energia podem melhorar a gestão do seu uso, reduzindo de forma significativa o desperdício e a conta de energia do prédio. 

Como a tecnologia se insere em um prédio mais inteligente? A primeira camada tecnológica é a rede de sensores que coletam dados em tempo real. A seguir, temos tecnologias que agregam estes dados e permitem analisá-los, também em tempo real, de modo a interferir no processo. E, finalmente, temos tecnologias de sistemas de gestão, que permitem construir uma central de operações do prédio, centralizando a operação de seus serviços, da iluminação à segurança. 

Existem alguns casos de referência que podem ser vistos como prova de conceito, como um projeto entre a IBM e a cidade de Dubuque, no estado de Iowa, EUA. A proposta é criar uma das primeiras cidades sustentáveis dos EUA e mostrar que é possível implementar o conceito de smarter cities em comunidades de pequeno porte, e não apenas em grandes cidades. 

Dubuque tem cerca de 60 mil moradores e o projeto pode ser acessado em http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/28420.wss. Interessante também ler sobre a parceria da IBM com a Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, para a criação de um laboratório de pesquisas voltados à incubação de projetos de cidades inteligentes (http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/32225.wss). 

Uma das propostas é capacitar pesquisadores, engenheiros e arquitetos a desenvolverem projetos de smarter cities e smarter buildings. Recomendo também a experiência com a universidade de McMaster, no Canadá, no planejamento de um campus baseado em smarter buildings (http://www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/33838.wss). 

Um campus universitário é uma verdadeira cidade com inúmeros prédios e grande potencial de redução de desperdício de energia, espaço e água, sendo que sua implementação via smarter buildings serve como centro de capacitação para os alunos. 

*Cezar Taurion é economista, mestre em Ciências da Computação e gerente de Novas Tecnologias da IBM

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Crise externa não afetará mercado de imóveis


Fonte: Infomoney.com.br


Mesmo com a possibilidade de o panorama de crise influenciar a economia brasileira, é cedo para prever o quanto esse cenário pode afetar o mercado imobiliário do Brasil.

“Apesar da possibilidade de passarmos por um momento de turbulência, possivelmente não entraremos em recessão, ou seja, a decisão de comprar imóveis não será afetada”, explica o o presidente do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Sérgio Watanabe.

Embora não existam rumores de uma recessão no mercado imobiliário imediatamente, Watanabe explica que ainda não é possível saber como a economia americana vai se comportar. “Esse problema pode levar a um efeito cascata, criando uma recessão maior na Europa e Estados Unidos”, comenta, acrescentando que “isso pode vir a provocar uma recessão em cadeia, incluindo o Brasil”.

Segundo o presidente do Sinduscon, esse cenário pode criar uma série de desconfianças, fazendo com que o investidor e o comprador da casa própria tenham receio de comprar. “Para que o Brasil não sofra, o brasileiro precisa estar confiante de que não vai perder o emprego”, afirma.

Cenário
Para Watanabe, o Brasil precisa, com responsabilidade, “criar medidas para evitar uma possível recessão, evitando que o comprador perca a confiança”.

O Brasil, de acordo com ele, tem o crédito imobiliário ligado à poupança e ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). “Como esses dois fundos são ligados diretamente à economia e ao emprego, em curto prazo, eles não serão influenciados por uma crise externa”, completa.

Segundo o presidente do Sinduscon, o Brasil está em uma posição melhor que na crise de 2008. “Macroeconomicamente, o Brasil está mais preparado para uma possível crise”, completa.

Impacto nas classes sociais
De acordo com Watanabe, os reflexos de uma possível recessão também devem causar impactos diferentes conforme as classes sociais, o que vai evitar que o mercado imobiliário sofra de forma mais intensa.

Segundo ele, as classes A e B são as que mais sentirão os efeitos, pois são normalmente pessoas com uma renda maior, com bens adquiridos e que podem sair de um imóvel para outro maior. “Eles podem ser mais receosos, pois têm uma visão maior do cenário. São pessoas que geralmente possuem aplicações que podem ser afetadas por uma crise externa”, explica.

Já em relação às classes Ce D, Watanabe explica que, “se eles tiverem confiança de que não vão perder o emprego, eles compram. São pessoas movidas pela necessidade, se tiver crédito, esse tipo de consumidor efetiva a aquisição”.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Odebrecht lança site para torcedores acompanharem as obras do Itaquerão


Fonte: Estadão.com


No endereço, também é possível ver o Maracanã, Fonte Nova e Arena Pernambuco. 

A Odebrecht lançou um site para que o torcedor possa acompanhar as obras dos estádios da empresa para a Copa do Mundo de 2014. No endereço será apresentado o andamento das obras no Itaquerão, Maracanã, Fonte Nova e Arena Pernambuco. Cada arena tem uma ficha técnica, uma pequena apresentação e um espaço para perguntas frequentes. 

No estádio do Corinthians, a empresa já coloca oficialmente que as obras podem acabar somente em fevereiro de 2014, 33 meses após o início dos serviços. O prazo de entrega foi prorrogado depois de Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, ter dito que a arena poderia ficar pronta alguns meses antes do início do Mundial no Brasil. 

O Itaquerão será construído para 48 mil pessoas, mas para a Copa receberá 20 mil lugares removíveis, que serão bancados pelo governo paulista. "O projeto do futuro estádio do Corinthians, de autoria do arquiteto Anibal Coutinho, prevê que ele tenha instalações para receber 32 Chefes de Estado, representantes dos países que irão disputar a Copa no Brasil. Também haverá estrutura para o trabalho simultâneo de cinco mil jornalistas de todas as partes do mundo", afirma a Odebrecht em seu novo site. 

Ao custo de R$ 820 milhões, o estádio será erguido também com a ajuda de R$ 400 milhões do financiamento do BNDES. Atualmente, o canteiro de obras conta com 350 trabalhadores e está na parte de terraplenagem. "Nessa primeira etapa, estão sendo realizados serviços preliminares de terraplenagem, instalação do canteiro de obras (escritórios, restaurante, ambulatório médico etc.), remoção de interferências e colocação das primeiras estacas." 

Outro assunto que a Odebrecht trata é sobre os dutos da Petrobras que passam no terreno do estádio. Eles terão de ser removidos e ainda não foi decidido quem pagará a conta. "Para a conclusão total dos serviços, os dutos deverão se deslocados para uma área lateral do terreno. Porém, na fase atual de obras de movimento de terra, os trabalhos podem ser realizados sem afetar os dutos", afirma a empresa.

Confira o site: Odebrecht na Copa

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Novos empreendimentos vão estabilizar preço das locações comerciais em SP


Fonte: Folha.com


Os lançamentos previstos em Alphaville (bairro de Barueri, na Grande São Paulo) e na Chácara Santo Antônio (zona oeste) para os próximos dois anos devem, se não reduzir, pelo menos estabilizar o preço das locações comerciais na capital paulista. 

A avaliação é da diretora da imobiliária Herzog, Simone Santos, com base em levantamento produzido pela própria empresa. 

Nos próximos dois anos, o estoque de escritórios comerciais na cidade de São Paulo aumentará para 500 mil metros quadrados, diz a pesquisa. Atualmente, o valor é de 350 mil metros quadrados --30% menor. 

Os dois bairros que terão o maior número de lançamentos de escritórios são justamente os que possuem o menor preço. Em Alphaville, o valor médio do aluguel por metro quadrado varia entre R$ 60 e R$ 90. Na Chácara Santo Antônio, os preços vão de R$ 65 a R$ 85. 

A maior parte desses novos edifícios comerciais, segundo a diretora, será de prédios de maiores recursos tecnológicos e vagas na garagem --em falta no mercado paulistano, que registrou uma subida de 17% no preço médio desse tipo de locação nos últimos doze meses. 

"Metade do estoque de prédios comerciais de hoje mal possui ar condicionado. A valorização ocorre principalmente pela falta de prédios nobres", explica. Para ela, um preço mais justo seria alcançado se 10% dos empreendimentos comerciais estivessem vagos. Hoje, a ociosidade é de 2%. 

"Agora, quando um contrato de relocação vence, as empresas sofrem com a valorização do mercado e não têm para onde escapar." 

A tendência para os próximos anos, diz Santos, é que as empresas que precisem de espaços maiores flexibilizem a sua estrutura. "A área nobre poderá ficar na avenida Faria Lima, e áreas de maior volume de pessoal poderão mudar para esses eixos novos e mais distantes."

terça-feira, 16 de agosto de 2011

País convive com falta crônica de engenheiros


Fonte: Valor Online


Diretamente ligada ao crescimento do país, a engenharia começa a recuperar o glamour que desfrutava antes do apagão de investimentos dos anos 90. 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2009, o Brasil formou 37.518 engenheiros, 16% mais que no ano anterior (32.143). O total de candidatos inscritos chegou a 603 mil, e 130 mil entraram na universidade. 

Esse avanço, porém, pouco significa quando se avalia a demanda do país por esses profissionais. Levando em conta que para cada milhão de dólares de investimento é necessário agregar um engenheiro à força de trabalho, só para a concretização do PAC serão necessários 500 mil engenheiros, calcula o professor e ex-reitor da USP Roberto Leal Lobo e Silva Filho, hoje diretor geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia. 

O gap ganha força quando a comparação é o mercado internacional. 

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2008, na Coreia, formaram-se em engenharia 23,2% dos 397 mil jovens que concluíram curso superior, ou 92.392 profissionais. No Japão, são 19%, ou 129.570 engenheiros. No mesmo ano, no Brasil, 4,05% dos 800.318 formados em cursos superiores fizeram engenharia. Em 2009, eram 4,58%. 

O programa para aumentar o número de engenheiros no Brasil anunciado no início do ano pelo ministro Aloizio Mercadante, que prevê parcerias com Coppe, CNPq e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, está aquém do esperado, diz Antonio Figueiredo, interlocutor da Coppe com o governo para dar corpo ao programa. 

“Precisamos de 90 mil engenheiros por ano e estamos formando um terço disso.”

Recorde de vendas faz setor de imóveis ampliar projeções


Fonte: dci.com.br
Por: Paula Cristina


São Paulo - Com uma alta de 38,7%, a indústria da construção civil movimentou no primeiro semestre do ano US$ 305,8 bilhões entre construções comerciais, residenciais e industriais, ante os seis primeiros meses de 2010. Houve, no segundo trimestre do ano, casos de empresas que contabilizaram recorde em vendas, o que fez o mercado sair de um cenário mais pessimista, devido ao panorama econômico mundial, que leva as empresas a adotarem um discurso mais cauteloso, para reverem novamente para cima o movimento para 2011. Assim, os rumores sobre uma possível desaceleração na construção civil brasileira, pelo menos por enquanto, acaba de cair por terra. 

Os números de crescimento são da consultoria ITC Net, e estão de acordo com a opinião dos organizadores da Feira Internacional da Construção (Feicon). A previsão do setor é de crescer 8,6% este ano, e passar longe de uma desaceleração, e seguir acima do Produto Interno Bruto (PIB). "Essa ebulição deve resultar em um crescimento 3% acima do PIB", disse Liliane Bortoluci, diretora da Feicon.

Outro termômetro vem do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). Segundo Sergio Watanabe, presidente da entidade, é possível estimar um crescimento de 6%, revisto depois do bom desempenho registrado no segundo trimestre. "Estes dados confirmam o nível de atividade expressivo da construção em 2011, que já havíamos captado pelos números de emprego gerados e movimentação do setor, muito superior a 2010."

Prova concreta do cenário de bons números e perspectiva de crescimento vem da Imobiliária Lopes (Grupo LPS), que bateu neste último trimestre recorde, com um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 5 bilhões, uma alta de 44%. O grupo, que detém as marcas Lopes, Pronto, Habitcasa e Patrimóvel e LPS Brasil, registrou o lucro líquido de R$ 45,9 milhões entre abril e junho, um crescimento de 72% frente ao mesmo período de 2010. 

Para Marcello Leone, diretor de Relações com Investidores do Grupo LPS, o número atingido foi impulsionado não só pelo crescimento da empresa e das estratégias de racionalização de custo e eficiência, mas pelo lucro resultante do recebimento da primeira parcela de bonificação referente ao acordo da CrediPronto, joint venture entre Lopes e Itaú para financiamentos imobiliários, no valor de R$ 30,9 milhões.

No caso da empresa Brookfield, que figura entre as maiores incorporadoras do Brasil, o segundo trimestre do ano gerou crescimento nas vendas de 70,4% em relação ao primeiro trimestre, totalizando R$ 1,1 bilhão. Nos seis primeiros meses do ano, as vendas contratadas atingiram R$ 1,7 bilhão, representando 43% do da estimativa para 2011. 

Para este ano, o foco da empresa, de acordo com o presidente do grupo Nicholas Reade está focado na classe média, que representou 54% das vendas nos primeiros seis meses de 2011. "Isso mostra que a estratégia adotada este ano pelo grupo surtiu resultado", diz. Os lançamentos alcançaram o patamar de R$ 746 milhões, o que representa um incremento de 60,1% na comparação com o trimestre anterior. 

No primeiro semestre de 2011 a empresa lançou R$ 1,2 bilhão em empreendimentos, um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Desses lançamentos, 58% foram nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e 30% na Região Centro-Oeste. "Continuaremos a focar as operações nestas regiões, que correspondem à maior parte do mercado imobiliário brasileiro. Estamos sempre em busca de melhorar a rentabilidade, ao mesmo tempo em que avaliamos constantemente a alocação mais apropriada do nosso capital", diz o presidente da Brookfield Incorporações, Nicholas Reade. 

Cuidado

Apesar de positivos os números, na comparação ano a ano, a empresa viu seu lucro líquido do segundo trimestre (de RS 78,2 milhões) cair 42,8% sobre o ganho obtido um ano antes, e por isso reduziu suas projeções de lançamentos. Diferente do que parece, de acordo com Reade, a Brookfield decidiu reduzir a taxa de crescimento de novos lançamentos para "manter a flexibilidade financeira". As estimativas de lançamentos para 2011 caíram de R$ 4,75 bilhões para cerca de R$ 4 bilhões. Para 2012, as projeções de lançamentos passaram de R$ 5,25 bilhões para R$ 4,25 bilhões. 

Para Fernando Marceleñas, professor de Macroeconomia da Unip, esse número não afeta o otimismo do mercado de construção brasileiro. "Esse número já é quase 40% maior do que o lançado em 2010, e isso é uma média que não se atinge numa construtora em quase país algum", disse. Para o acadêmico, as empresas fizeram muitas previsões em 2010 que não serão concretizadas, pois o mercado não aguenta tantos lançamentos, "mas isso não é sinal de desacelaração. É preciso inteligência e cautela", disse.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

São Paulo - Prefeito apresenta versão consolidada do projeto de requalificação urbana da Nova Luz


Fonte: onoticiario.com.br

O prefeito de São Paulo apresentou na manhã desta quinta-feira (08/11), no Paço Municipal, o projeto consolidado de requalificação urbana da Nova Luz. Elaborada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) em parceria com o consórcio formado pelas empresas Concremat Engenharia, Companhia City, Aecom Technology Corporation e Fundação Getúlio Vargas, a versão final da reurbanização das 45 quadras e 2 praças que compoem a região incorpora sugestões da população colhidas após dezenas de consultas públicas. O resultado definitivo agradou o chefe do Executivo Municipal.

"Hoje foi dada a largada a um dos principais projetos de urbanização que acontece no mundo. O projeto de requalificação desta área trará um benefício extraordinário para uma região histórica da cidade de São Paulo. O município nasceu no Centro. E a cidade merecia ter essa região recuperada novamente, com as pessoas podendo morar com dignidade, com desenvolvimento, incentivando as atividades de comércio e serviço e gerando empregos. A partir de agora, iremos iniciar o licenciamento da proposta consolidada que permitirá ter a versão final do projeto para inicio da licitação para definição da concessionária que terá a oportunidade de executar as obras desse projeto", afirmou o prefeito.

Entre os aspectos incorporados ao projeto, está a possibilidade de participação, que permite aos proprietários e comerciantes locais unirem-se e realizar as intervenções nos imóveis de uma quadra por conta própria, atendendo às diretrizes do projeto urbanístico, por meio da chamada implantação voluntária - inovação, aliás, sugerida pela população.

Na implantação voluntária, caberá ao concessionário verificar se os proprietários estão executando as intervenções de acordo com as diretrizes do projeto. Outra possibilidade é a implantação compartilhada, uma atuação conjunta entre o concessionário e proprietários dos imóveis. Em relação às melhorias de infraestrutura pública, a responsabilidade total ficará por conta do concessionário.

"Nossa expectativa é que já no ano que vem tenhamos o inicio dessas obras. Tomara que seja ainda no primeiro semestre. Estou muito tranquilo com relação à rapidez com a qual o edital será concluído", disse o chefe do Executivo Municipal, que complementou. "Esse é um projeto que deve ser implementado com o cuidado das diretrizes estabelecidas por lei. E é evidente que essas diretrizes envolvem a questão do cidadão.  Existe um vínculo entre essas obras e o respeito ao cidadão. Essa é uma das razões, além do plano de investimentos, - para que a gente possa ter o processo de implantação do projeto da Nova Luz ao longo do tempo previsto".

Cronograma

Um cronograma das intervenções nas quadras foi integrado ao processo de implantação do projeto, como forma de minimizar o impacto das obras sobre a dinâmica local. O projeto vai ser implantado em cinco fases, cada uma correspondente a um conjunto de quadras que serão renovadas sucessivamente. A primeira fase das intervenções se inicia logo após a concessão e deverá ser concluída ao final do quinto ano de concessão. A previsão é que a execução das obras de cada fase dure dois anos e meio. Assim, na sequência, as intervenções serão feitas do ano 5 ao ano 7,5 (segunda fase); do 7,5 ao 10º ano (terceira fase); do 10º ano ao 12,5 (quarta fase) e do 12,5 ao 15º ano (quinta fase), que conclui todas as intervenções planejadas.

"O projeto busca ocupar melhor aquela área com qualidade ambiental e urbanística, criando privilégios a pedestres e ciclistas e revertendo os efeitos de ilha de calor existente por lá. Mas para isso consideramos a alta vitalidade comercial da área, o que é muito importante para o projeto. Até a divisão de fases que totaliza 15 anos está ligada a isso: não podemos interromper a atividade existente por lá. Ela é que sustenta a transformação em longo prazo", explicou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano.

Benefícios do Projeto Nova Luz

O projeto consolidado de requalificação urbana da Nova Luz prevê ampliar em 65% o potencial construtivo da região, agregando cerca de 1 milhões de metros quadrados de novas construções e viabilizando o aumento do potencial comercial e de serviços da região em cerca de 370 mil metros quadrados. Estima-se que, com as intervenções previstas, a Nova Luz dobre a sua população residente, acolhendo aproximadamente 12 mil novos moradores, e amplie em 80% o número de postos de trabalho na região, com cerca de 19.400 novos empregos.

A operação urbana da Nova Luz prevê complementarmente a criação de uma malha de ciclovia com 12 km de extensão, melhor conexão dos pedestres com as estações de metrô e de trem, alargamento das calçadas e acessibilidade universal, além de duas novas praças e a criação de uma área de entretenimento com cinemas e teatros.

Os atuais e futuros moradores da região da Nova Luz serão ainda beneficiados com a implantação de equipamentos sociais e culturais. No tocante à educação, está prevista a instalação de uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) e uma Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) e três creches. Serão ainda implantados uma Unidade Básica de Saúde (UBS), um Centro de Atenção ao Idoso, um posto de assistência social e o Centro Integrado de Promoção Humana, com biblioteca e áreas para capacitação.

A maioria desses equipamentos será alocada na ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) onde deverão ser construídas 2.150 novas unidades habitacionais, sendo 1.160 unidades de interesse social (0 a 6 salários mínimos) e 990 de mercado popular (priorizando a população com renda familiar entre 0 (zero) e 16 salários mínimos). O Conselho Gestor da ZEIS, previsto desde o inicio do projeto, já está implementado e é formado por representantes da Prefeitura, dos moradores e das entidades sociais que militam na região da Nova Luz.