terça-feira, 21 de junho de 2011

6 sinais de que já pode haver uma bolha imobiliária no Brasil


Fonte: Exame.com
Por João Sandrini

Veja os argumentos de quem acha que os preços dos imóveis já foram longe demais

Bolha imobiliária ou um longo ciclo de alta?
São Paulo – No primeiro quadrimestre deste ano, as vendas de residências novas na cidade de São Paulo caíram 43,7% em relação ao mesmo período de 2010. No mercado de usados, a queda foi de 15,7%. A divulgação de retrações tão representativas pegou o mercado imobiliário de surpresa. Muita gente pegou carona nesses dados para apregoar que os preços dos imóveis estão completamente descolados da renda dos brasileiros. Haveria razões para uma correção de preços parecida com a que ocorreu nos Estados Unidos (foto). Ao conversar com diversos especialistas, entretanto, EXAME.com percebeu que está longe de haver um consenso sobre a existência de uma bolha imobiliária no país. Tanto aqueles que defendem que os preços já foram longe demais quanto os que acham que este é apenas o início de um ciclo longo de alta são capazes de apresentar argumentos razoáveis para defender suas posições. Nas próximas páginas, EXAME.com apresenta seis sinais de que já existe uma bolha imobiliária no Brasil e que os preços em breve começarão a cair. Nesta quarta-feira (22/06), serão publicados os 11 motivos para que os preços dos imóveis continuem em alta por mais alguns anos.

1. Os preços já subiram muito
Para especialistas, a única condição sine qua non para a existência de qualquer bolha é uma abrupta alta de preços. E é exatamente isso vem acontecendo no Brasil recentemente. Segundo levantamento EXAME/Ibope, os preços dos imóveis subiram em média 24,7% nos últimos 12 meses em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. É nada menos do que a maior alta do mundo no período, segundo dados da consultoria Global Property Guide. Se levado em consideração o desempenho do mercado imobiliário nos últimos três anos, as altas chamam ainda mais a atenção. O preço médio do metro quadrado subiu 96% em São Paulo e 120% no Rio de Janeiro desde janeiro de 2008, segundo o índice FipeZAP. Nos bairros de alto padrão, os preços já ficaram proibitivos para a classe média. No Jardim Paulistano, em São Paulo, o valor médio do metro quadrado chega a 9.008 reais, o maior da cidade. Já no Leblon (foto), no Rio de Janeiro, a média alcança impressionantes 14.481 reais por metro quadrado (clique aqui e veja os bairros mais valorizados do país). Os preços são tão altos que muitas vezes superam os de cidades americanas como Miami e Nova York (clique aqui e veja).

2 – Os aluguéis de escritórios de alto padrão estão entre os mais altos do mundo
Não são apenas os imóveis residenciais que já estão com preços altos quando comparados aos de outros países. O aluguel de edifícios comerciais de altíssimo padrão, voltados para abrigar escritórios de grandes empresas, também já está entre os mais custosos do mundo. Segundo a consultoria Colliers, a locação do metro quadrado em prédios no Rio de Janeiro custa em média 85 dólares por mês. Em São Paulo, sai por 75,60 dólares. Esses valores não são mais altos que os cobrados em grandes cidades como Hong Kong (172,20 dólares por metro), Tóquio (94,20), Paris (91,60) e Londres (89,50). Por outro lado, superam com folga os aluguéis em metrópoles, como Nova York (58,30 dólares), Sydney (57,80), Mumbai (55,80) e Milão (55,80). Cientes de que há pouca oferta de imóveis desse tipo no Brasil, os proprietários têm exigido fortes reajustes para a assinatura de novos contratos. Os maiores aluguéis na cidade de São Paulo são cobrados na região da avenida Faria Lima. Segundo a Colliers, para se instalar no edifício Plaza Iguatemi (foto), perto do shopping Iguatemi, por exemplo, uma empresa vai precisar pagar 200 reais mensais por metro quadrado. No Itaim, avenida Paulista, Vila Olímpia e marginal Pinheiros, o valor médio de locação também já supera 100 reais por metro. O que muitas empresas têm feito é levar suas sedes para outros bairros, quando isso é possível.
3 – O crédito imobiliário cresce tão rápido que pode faltar dinheiro
Ninguém duvida que o crédito imobiliário foi um fator importante para a alta recente dos preços dos imóveis no Brasil. Mais de 1 milhão de residências foram financiadas no último ano. Segundo números da Abecip (a associação dos bancos que oferecem crédito imobiliário), os empréstimos para a compra de imóveis cresceram 65% em 2010. O momento da economia tem favorecido a concessão de financiamentos. Com o desemprego em baixa e o aumento da formalização no mercado de trabalho, mais gente tem confiança e acesso a empréstimos com juros relativamente baixos quando comparados aos de outras modalidades de crédito. Os bancos também estão mais agressivos na concessão de financiamentos. Há linhas de crédito com prazo de pagamento de 30 anos em que o tomador só precisa desembolsar à vista 10% do valor do imóvel. O problema do crédito imobiliário no Brasil é que há poucas fontes de financiamentos para que os bancos levantem dinheiro para continuar emprestando. Hoje o “funding” dos bancos é basicamente formado por recursos da caderneta de poupança e do FGTS – mas, até 2013, esses recursos deverão se esgotar. O país já vem testando instrumentos de financiamento imobiliário de longo prazo no mercado de capitais, mas nenhuma solução já é considerada madura. Instituições financeiras como a Caixa Econômica Federal (foto) precisam, portanto, encontrar outras formas de captação de dinheiro barato ou então o crédito deixará de dar fôlego à alta dos preços.
4 – Comprar imóveis residenciais para alugar virou mau negócio
Para o professor William Eid Jr., coordenador do Centro de Estudos em Finanças da EAESP-FGV, o principal sinal de que há uma bolha de preços no mercado imobiliário brasileiro reside no fato de que o valor dos aluguéis é hoje proporcionalmente muito baixo quando comparado ao preço de venda das propriedades. Em média, um apartamento ou casa em São Paulo pode ser alugado por uma taxa mensal equivalente a 0,57% de seu valor, segundo o índice FipeZAP. No Rio de Janeiro, o retorno do aluguel é ainda mais baixo. O locatário paga em média 0,43% do valor do imóvel ao mês. No passado, o mercado já chegou a pagar 1% do preço do imóvel a título de aluguel mensal. Para William Eid, valores abaixo de 0,6% praticamente inviabilizam esse tipo de investimento. É fato que os valores dos aluguéis têm subido para refletir melhor os preços de compra e venda de imóveis. Segundo o Secovi-SP, os novos contratos de locação fechados em maio incluem valores em média 16,74% mais altos que no mesmo mês de 2010. Segundo o professor, entretanto, o ajuste do mercado imobiliário deverá ocorrer a partir de agora com a queda do preço dos imóveis – e não com a alta dos valores de locação. “Como os brasileiros não têm renda para pagar aluguéis muito mais altos, uma hora o preço dos imóveis terá de cair”, diz.
5 – Especialistas já falam em bolha das salinhas comerciais
Nos últimos meses, milhares de pessoas investiram boa parte de suas poupanças na compra de salinhas comerciais ou escritórios de 40 a 200 metros quadrados em São Paulo. Para o professor João da Rocha Lima Jr., do Núcleo de Real Estate da Poli-USP, há “nitidamente” uma bolha nos preços de venda desse tipo de imóvel. Ele admite que os preços dos aluguéis das salinhas comerciais subiram muito nos últimos anos porque faltou oferta. “Mas milhares de imóveis desse tipo vão entrar no mercado até 2013. O erro do investidor é achar que o momento de alta dos preços vai durar para sempre”, diz. Só a expectativa de que seja possível conseguir aluguéis equivalentes a 1% do preço do imóvel ao mês por longos períodos de tempo pode explicar que em bairros como a Vila Mariana algumas salinhas estejam sendo vendidas a 12.000 reais o metro quadrado. “O cara compra uma salinha de 40 metros quadrados achando que vai obter um aluguel de 4.800 por mês, mas é óbvio que não vai”, diz Sandra Ralston, vice-presidente da consultoria Colliers. “O problema é que muita gente tem se endividado para fechar esse tipo de negócio e corre o risco de ter o imóvel retomado pelo banco lá na frente.” Diversos especialistas já comparam a atual onda de lançamentos de salinhas à bolha dos flats (fotos) de 20 anos atrás. Na década de 1990, muita gente comprou esse tipo de produto porque se disseminou no mercado a ideia de que seria fácil obter aluguéis vantajosos. Anos depois, milhares de flats esperavam vazios a chegada de um locatário. Muitos deles tiveram de passar por reformas para serem transformados em apartamentos de um quarto e atender a demanda do mercado. No caso das salinhas comerciais, uma adaptação desse tipo seria muito complicada. Portanto, antes de comprar uma salinha recém-lançada, alertam os especialistas, o investidor deve estar ciente de que o investimento só começará a gerar renda dentro de ao menos dois ou três anos. Até lá, o mercado pode virar completamente. Não acredite nos anúncios de salas comerciais que têm sido publicados nos jornais e que prometem uma renda mensal de 140 reais o metro quadrado para imóveis localizados em bairros sem nenhuma vocação comercial. O investidor deve ser seletivo e comprar imóveis desse tipo somente em áreas atraentes para pequenas empresas e profissionais liberais – como as avenidas Paulista e Faria Lima ou próximos a grandes shoppings ou estações de metrô.
6 – Os preços sobem apesar dos juros em alta
Juros em alta são sempre uma política adequada para desmontar bolhas – seja no mercado imobiliário ou acionário. A lógica é a seguinte: se é possível conseguir uma remuneração bem interessante com investimentos de renda fixa em que o risco é próximo de zero, por que alguém vai se aventurar a especular com ações ou imóveis? Ao menos na bolsa, a decisão do Banco Central (foto) de elevar os juros de 8,75% para 12,25% ao ano nos últimos meses tem tido efeito. Inclusive as ações das maiores incorporadoras do país estão entre as que mais sofreram na BM&FBovespa nos últimos meses. Estranhamente, o mercado imobiliário andou na contramão e não se importou muito com o aperto monetário. A Selic tende a continuar alta nos próximos meses, o que deve aumentar ainda mais a atratividade da renda fixa. Diz o professor William Eid, da FGV: “Se alguém tem 1 milhão de reais e coloca o dinheiro na poupança, vai obter um rendimento líquido e certo de 6.000 reais por mês. Em lugares como São Paulo, esse dinheiro é suficiente para comprar um imóvel que pode ser alugado por 3.000 ou 4.000 reais. Então por que correr risco e compra-lo ao invés de aproveitar os valores baixos para locação?” Na opinião dele, os preços dos imóveis naturalmente cairão à medida que as pessoas percebam essa distorção.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Moema, Jardins e Vila Mariana lideram ranking do m² mais caro


Fonte: biswalgerbrazil.com

Os bairros de Moema e Jardins possuem os metros quadrados mais caros para alugar na cidade de São Paulo, segundo levantamento feito pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), de em média R$ 32,92 e R$ 29,42, respectivamente. O aquecimento imobiliário na capital paulista valorizou os bairros consolidados e mais bem servidos por linhas de transporte, grandes avenidas, comércio, boa infraestrutura e hospitais. Esgotada a capacidade de expansão do bairro, sobem os preços dos imóveis usados - e portanto os preços médios dos aluguéis mensais, que, segundo a forma de cálculo mais corrente no mercado, rondam em 0,8% do valor de venda do imóvel.

Na opinião do gerente da unidade de Moema da imobiliária Lello, Jaime Silva, Moema e Jardins são "preferências nacionais", que não devem sair tão cedo da lista dos bairros mais caros. Outras regiões, como Vila Leopoldina, passaram por um período de "adormecimento", segundo o presidente da Brazilian Finance & Real Estate (BFRE), Gastão Valente, e agora recuperaram a atenção do mercado imobiliário e vêm recebendo lançamentos.

Segundo o consultor do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) Cícero Yagi, quanto mais longe do centro, menor a valorização de um bairro. No entanto, boa parte da valorização depende da acolhida da população a determinadas localidades, afirma.

No levantamento do Secovi, não aparecem ainda bairros de alto padrão imobiliário como Higienópolis e Itaim Bibi, que devem ser incluídos nas próximas pesquisas do sindicato.

Confira o ranking dos bairros com aluguel mais caro de São Paulo, com base na média dos maiores valores de aluguéis encontrados em cada um deles, a partir de levantamento do Secovi-SP:

1) Moema (R$ 32,92 o valor do aluguel por m²) 2) Jardins (R$ 29,42 o m²) 3) Vila Mariana (R$ 25,39 o m²) 4) Perdizes (R$ 24,44 o m²) 5) Pinheiros (R$ 23,26 o m²) 6) Vila Leopoldina (R$ 23,06 o m²) 7) Centro (R$ 21,07 o m²) 8) Pompéia (R$ 20,23 o m²) 9) Bela Vista (R$ 20,12 o m²) 10) Jardim da Saúde (R$ 18,17 o m²).

terça-feira, 14 de junho de 2011

Rio atrai R$ 750 mi em investimentos




Fonte: biswanglerbrazil.com

Na esteira de um processo de revitalização que alcançará o ápice nos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio já contabiliza os primeiros resultados no resgate da vocação da cidade como pólo latino-americano de investimentos.

Diagnosticada pelo Rio Negócios, agência de atração de investimentos fundada há um ano, a nova realidade se traduz por potencial de investimentos de R$ 750 milhões nos próximos cinco anos.

O volume de recursos contabiliza a agência, já leva a cidade ao posto de mais novo centro de desenvolvimento tecnológico do País. Seu foco ficará principalmente na área petrolífera. Responsável direta pela atração desses recursos nos últimos 12 meses, o Rio Negócios comemorou ontem, com um coquetel no Palácio da Cidade, no Rio, o primeiro ano de uma atividade traduzida pelo empresário Olavo Monteiro de Carvalho, presidente do Conselho da agência, como uma bem-sucedida PPP (Parceria Público-Privada).

Para o empresário, o mais importante é que os frutos da parceria serão colhidos por toda sociedade, mesmo depois dos dois grandes eventos dos próximos cinco anos: os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014.

No mesmo tom do empresário, o diretor executivo da agência, Marcelo Haddad, faz questão de exaltar a superação de expectativas no primeiro ano de atividade. "Fomos procurados por 183 empresas interessadas em investir no Rio. Essas consultas resultaram em 125 projetos potenciais. Parte deles encontra-se em andamento, enquanto a outra tem prazo de maturidade mais longo", disse.

O executivo destacou ainda que a expectativa fosse alcançar volume de negócios da ordem de R$ 600 milhões no biênio 2010/2011, meta superada. "A tendência é que nossa previsão para 2011/2012 seja mais ambiciosa", concluiu Haddad.

Baixa oferta de salas ainda atrapalha Tanto Olavo Monteiro de Carvalho quanto Marcelo Haddad sabe, no entanto, que a consolidação definitiva da cidade depende da superação de alguns obstáculos. Entre os quais, a infraestrutura e a oferta imobiliária abaixo da demanda gerada pelos negócios. A escassez de salas comerciais, como mesmo admite Haddad, tem provocado um incômodo processo inflacionário nos valores de aluguéis e compra.

Para o diretor executivo do Rio Negócios, no entanto, esse é um problema que tem data e hora para acabar. Mais especificamente em duas etapas: em 2013, com os primeiros resultados da revitalização da Zona Portuária, e, em 2016, para quando está prevista a expansão do metrô da cidade.

Indústria da construção se desacelera



Fonte: Folha.com

A indústria fabricante de material de construção, termômetro do setor da construção civil, prepara-se para fazer a segunda revisão para baixo das expectativas de crescimento para 2011.

A previsão inicial de crescimento de 9% no faturamento neste ano havia sido revisada para 7%. Agora, a indústria espera os resultados das encomendas de junho para fazer uma nova estimativa, ainda mais baixa.

"Estamos esperando os dados consolidados de maio e junho, mas, diante do desempenho do setor no primeiro quadrimestre, considero cada vez mais difícil conseguirmos crescimento de 7% neste ano", diz Melvyn Fox, presidente da Abramat (Associação Brasileira de Materiais de Construção).

No primeiro quadrimestre, o faturamento dessa indústria cresceu apenas 0,96% em relação ao período de janeiro a abril de 2010.

A associação atribui o fraco desempenho no período às medidas de contenção do crédito e da inflação.

Metrô prevê desapropriar 22 mil m2 na zona sul de SP


Fonte: Folha.com

Uma área de cerca de 22 mil m² da zona sul de São Paulo foi declarada de utilidade pública para obras da linha 17-ouro do metrô. A área se estende por dez quarteirões dos bairros da Saúde e do Campo Belo.

De acordo com o texto, a primeira lista de imóveis a serem desapropriados tem 39 casas, oito imóveis comerciais e 18 terrenos vazios. A nova linha 17 do metrô ligará o aeroporto de Congonhas ao Jabaquara e ao Morumbi.

Segundo o Metrô, as áreas serão desapropriadas para o acesso às estações Jabaquara, Hospital Saboia, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan. Porém, no decreto de utilidade pública não aparece a área que corresponde à estação Água Espraiada.

Aproveite a grande oportunidade de desenvolvimento da Zona Sul e invista na região. Entre em contato para conhecer as opções que se encaixam ao seu perfil de investimento.

Olimpio Oliveira
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Hotéis abrem novo ciclo para investidores


Fonte: Folha.com

Num cenário de baixa oferta de quartos e preparação para a Copa, o setor hoteleiro do Brasil volta ao foco dos investimentos.

Mais que atrair grandes fundos e redes internacionais, o momento deve fazer retornar um dos seus principais aliados: o pequeno investidor.

Pessoas físicas interessadas em manter um quarto de hotel como aplicação foram, no passado, e devem continuar a ser uma importante fonte de financiamento para o setor no país.

O Núcleo Imobiliário-Turístico e Hoteleiro do Secovi-SP (sindicato da habitação) estima que cerca de 70% dos quartos na cidade de São Paulo estejam nas mãos dos pequenos investidores.

As perspectivas de demanda sustentada ajudam a apagar o fantasma que manchou o setor nos últimos anos.

Durante o início dos anos 2000, uma crise de superoferta derrubou a ocupação e o valor das diárias. Ao invés de colher ganhos, o investidor teve de colocar recursos para pagar contas dos hotéis.

A situação se inverteu. A baixa oferta de quartos e a demanda em alta pressionam as taxas de ocupação e o valor das diárias. Os dois compõem a rentabilidade do investidor. São Paulo, por exemplo, está hoje no pico. Registra ocupação superior a 70%, o que na prática significa o limite durante a semana.

O cenário se repete em outras cidades. "Se você fosse ficar em Belo Horizonte, teria de fazer a reserva com três semanas de antecedência", diz Caio Calfat, do Secovi.

Consultores afirmam que a previsão de lançamentos ainda é baixa, o que afasta o temor de uma nova superoferta e mantém a pressão de demanda, que deve se intensificar em 2014.

"A Copa é um evento que vai provocar um aumento da rentabilidade média nos quartos", diz o presidente da Hotel Invest, Diogo Canteras. Ele sugere que a sazonalidade do mundial não deve ser o único fator de análise do investidor.

Especialistas trabalham com uma média de rendimento semelhante à de um imóvel alugado, com variação mensal média entre 0,5% e 1% do preço do imóvel.

Os quartos variam de acordo com fatores como localização, bandeira e categoria. Enquanto uma unidade do Ibis em Vitória (ES) custa cerca de R$ 100 mil, há interessados em pagar até R$ 1 milhão em quartos do Fasano Vieira Souto, no Rio.

O argumento do setor é que os hotéis oferecem perspectiva de valorização patrimonial de até 40% e o aplicador não precisa se preocupar com locação e reformas.

O desafio é encontrar oferta. No levantamento de novos investimentos da BSH, que aponta 198 novos hotéis até 2014, 30% devem ser incorporados para venda ao pequeno investidor.

A saída pode ser o mercado secundário, de revenda dos quartos, que tem um giro de cerca de 150 negócios por mês na cidade de São Paulo.

Há também a opção de entrar no setor via fundo de investimento. Criado em 2007, o fundo Hotel Maxinvest reúne 630 quartos em São Paulo. As cotas são negociadas na Bolsa e há distribuição de dividendos.

Conheça as melhores opções de investimento no mercado de hotelaria que temos a sua disposição.

Olimpio Oliveira
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Para CEOs da PDG e da Gafisa, não há bolha no mercado imobiliário


Fonte: binswangerbrazil.com

Apesar da recente valorização do mercado imobiliário no país, com aumentos expressivos nos preços de imóveis, os CEOs da PDG, Zeca Grabowsky, e da Gafisa, Duilio Calciolari, disseram nesta terça-feira (31) acreditar que não há bolha no setor.

Ambos participaram do Rio Investors Day, evento realizado no Rio de Janeiro.
”Não tem bolha. A demanda por imóveis, hoje, está muito grande”, diz Grabowsky. “Se der crédito para o consumidor, ele vai comprar um imóvel”, complementou.

A opinião dele é compartilhada por Calciolari. Para ele, o grande aumento dos valores dos imóveis foi uma reacomodação do mercado. “Os preços foram reajustados depois de um longo período onde nada acontecia”, frisou. “E a demanda está excelente”, complementou.

Para Grabowsky, o maior temor do setor imobiliário é a inflação, que tem sido o alvo principal das políticas econômicas do governo federal e do Banco Central do Brasil. “Caso a inflação saísse do controle, teríamos uma grande preocupação com o futuro do setor imobiliário”, ressaltou ele.

Entretanto, Grabowsky disse estar mais tranqüilo com as últimas sinalizações dadas pelo BC. “O Aldo Mendes [diretor de política monetária do BC] enfatizou, ontem, que a prioridade do Banco Central é o combate à inflação”, disse.

Crescimento vai ser menor em 2011
Após a Gafisa ter um crescimento de quase 100% no número de imóveis lançados em 2010, na comparação com 2009, Calciolari prevê um número cinco vezes menor para 2011. “A Gafisa deve ter 20% a mais de lançamentos este ano, em relação à 2010. O mercado, como um todo, deve crescer em torno de 7%”, disse ele.

Para o CEO da PDG, em 2011 o crescimento do setor imobiliário vai ser menor do que nos últimos anos, que registrou fortes altas. “O que estamos enxergando, para frente, é que não precisamos crescer tanto. Óbvio que se o mercado permitir, nós vamos crescer”, explicou Grabowsky.

“Temos que escolher as praças e os segmentos mais rentáveis. Em 2011, estamos esperando um crescimento 35% maior do que no ano passado, tanto em lançamento quanto em vendas”, concluiu.

Marginal Pinheiros concentra 22% dos escritórios “premium” em São Paulo


Fonte: binswangerbrazil.com

A marginal Pinheiros é o local com o maior número de escritórios de alto padrão em São Paulo, de acordo com estudo da consultoria Binswanger Brazil.

A região abriga 22% dos imóveis comerciais “premium” na cidade. A avenida Brigadeiro Faria Lima aparece em seguida, com 15%.

“A tendência é esse mercado ficar mais concentrado na marginal, que é hoje o maior canteiro de obras de São Paulo”, diz Melissa Spinelli, consultora da companhia.

Os escritórios de alto padrão são os das classes A e AA, com área útil mínima de 500 metros quadrados por andar, alta eficiência dos elevadores, acabamentos de qualidade superior, entre outras características.

A região da marginal Pinheiros entre as pontes Transamérica e Morumbi é a que reúne mais possibilidades para a construção de novos empreendimentos, segundo Danilo Camargo, gerente da BNCORP, joint venture entre a construtora Bueno Netto e o Bank of America Merrill Lynch e MaxCap.

“Há terrenos com valores adequados e o zoneamento permite edifícios mais altos”, diz Camargo.

Os bairros da Barra Funda e da Vila Olímpia também devem receber uma quantidade maior de escritórios de luxo nos próximos anos, segundo a consultoria imobiliária Colliers International Brasil e a Odebrecht.

“A locomoção urbana dita as tendências de crescimento e esses são os polos mais promissores”, diz o presidente da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Paul Altit.

Sem revitalização, centro é líder de unidades classe C
O centro de São Paulo, que era ocupado por escritórios “premium” até a década de 1960, hoje concentra 57% das unidades para a classe C, segundo a consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle.

A ausência de ar-condicionado central é a principal característica da categoria, que representa 38% dos escritórios da cidade.

“Em algum momento o centro será revitalizado. É uma tendência das grandes metrópoles”, diz o presidente Odebrecht Realizações Imobiliárias, Paul Altit.

Para o gerente da BNCORP Danilo Camargo, a renovação da área não ocorrerá nos próximos cinco anos.

“Não há atratividade para reformar prédios no centro, pois o valor de locação é muito baixo”, diz Camargo.

Outra opção utilizada por empresas é o aluguel de unidades em prédios menores, que não sofrem restrições urbanísticas.

“São os chamados escritórios de bairro, que têm crescido em importância devido aos problemas de mobilidade”, afirma Camargo.

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Olimpio Oliveira
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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Copa 2014 oferece 128 oportunidades na construção civil


Fonte: Investimentoenoticias.com.br

A Copa do Mundo de 2014 criará 128 grandes oportunidades para as pequenas empresas do setor da construção civil, principalmente no período pré-evento. A informação consta no ‘Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede’, levantamento inédito do Sebrae encomendado à Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A construção civil é um dos nove setores da economia em que o Sebrae trabalha para identificar oportunidades de negócios e capacitar pequenas empresas. O setor absorverá a maior parte (R$ 22,8 bilhões) dos R$ 33 bilhões a serem investidos pelo poder público e iniciativa privada em infraestrutura, turismo e consumo, segundo dados do Ministério do Esporte.

As 128 oportunidades mais promissoras para as pequenas empresas da construção civil nas 12 cidades-sede surgem na condição de fornecedores ou prestadores de serviços para as grandes empresas. São atividades como consultoria, prestação de serviços, fornecimento de matéria-prima, insumos e equipamentos, representantes comerciais e agentes do comércio de eletrodomésticos, móveis e artigos de uso doméstico, comércio varejista de ferragens, madeira e materiais de construção.

"O Sebrae quer transformar o desafio desse trabalho no seu legado. A ideia é aproveitar a oportunidade da Copa para aumentar o nível de competitividade e promover o desenvolvimento das pequenas empresas. Este grande evento é um elemento motivador para a criação, melhoria e internacionalização de novos produtos e serviços", destaca o gerente de Serviços do Sebrae, Vinícius Lages.

O mapeamento demonstra que quando se trata do fornecimento de insumos relacionado ao comércio atacadista, a oportunidade surge por meio da complementação de materiais que, pela ausência de previsibilidade do demandante ou por urgência, são comprados em empresas, normalmente locais e de menor porte. Além disso, as chances de atuação dos empreendimentos locais relacionadas ao comércio ou à indústria no fornecimento de materiais frágeis (como vidro) serão expressivas, pois o transporte por longas distâncias é muito caro e difícil.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Índice da construção acelera e registra 1,50% em maio


Fonte: Valor Online

O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) apresentou variação de 1,50% em maio, avançando 1,02 ponto percentual em relação a abril (0,48%), mas 0,11 ponto percentual abaixo de maio de 2010 (1,61%).

Segundo o IBGE, no acumulado do ano a alta está em 3,20%, enquanto em igual período de 2010 havia ficado em 3,64%.

O indicador dos últimos 12 meses ficou em 6,88%, abaixo dos 7,00% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O custo da construção, por metro quadrado, passou para R$ 790,90 em maio, sendo R$ 440,07 relativos aos materiais e R$ 350,83 à mão-de-obra. Em abril o custo ficou em R$ 779,18.

A parcela da mão-de-obra apresentou uma variação de 3,37%, 2,57 pontos percentuais acima de abril (0,80%). Já os materiais registraram uma diferença para baixo de 0,17 ponto percentual, indo de 0,24% em abril para 0,07% em maio. No ano, a mão-de-obra subiu 5,83%, enquanto os materiais registraram 1,19%. Os acumulados em doze meses foram: 10,02% (mão-de-obra) e 4,52% (materiais).