quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Operação plástica" para ganhar mercado


Fonte: O Estado de São Paulo

SÃO PAULO - A escassez de terrenos na cidade e a consequente alta nos preços ocorrida nos últimos cinco anos viabilizou o retrofit voltado para a produção de moradias. Eles ocorrem em regiões onde não existem mais terrenos livres - como no Centro e nos Jardins - e atendem a consumidores de todas as faixas. Há desde apartamentos a partir de R$ 119 mil (quarto e sala com sacada) até unidades raras de altíssimo padrão, localizados nos Jardins e a preços que podem chegar a R$ 20 milhões.

"É a tendência do momento e vai criar na cidade um círculo virtuoso", afirma o vice-presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes, ele próprio um defensor do conceito. Além de atender a uma demanda reprimida, esse movimento ajuda a recuperar áreas degradadas. "Cada prédio recuperado tem influência positiva no entorno", diz o sócio-diretor da Requadra, Marcos França.

A construtora investe em lançamentos no centro há 12 anos e acredita que a requalificação vai, rapidamente, se tornar a única alternativa de criação de novas moradias no Centro. "Não existem terrenos vazios. Os que existem são imóveis antigos com algum tipo de nó e mesmo estes, estão no fim", garante.

A reforma ganha importância em uma cidade paralisada por congestionamentos. "As pessoas procuram reduzir o tempo de deslocamento e o retrofit viabiliza esse desejo", afirma Rogério Calil Haddad Atala, da W Zarzur, construtora que atua há mais de 60 anos na cidade e fez seu primeiro retrofit em 1988.

História. Invariavelmente, os imóveis que se prestam à requalificação carregam histórias interessantes. Bernardes conta que transformou o Hotel Samambaia, na Rua Sete de Abril, a uma quadra da Praça da República.

"Os quartos tinham mais de 70 metros quadrados. Transformamos em apartamentos de quarto e sala e instalamos academia de ginástica, sauna e lavanderia coletiva no subsolo. No primeiro andar, onde funcionava o restaurante, fizemos um espaço gourmet com mesa para 15 lugares. Também criamos salas de reunião, central de comunicação e ambiente wireless", conta.

Uma curiosidade: o hotel teria hospedado o guerrilheiro Che Guevara durante sua passagem pela cidade a caminho da morte, na Bolívia. Outro empreendimento de Bernardes envolve um prédio da família Rizkalla, na esquina da Avenida São João com a Rua General Salgado. O patriarca construiu duas torres - os edifícios Rosemeire e Maria Teresa - para garantir renda vitalícia, por meio de aluguel, para as duas filhas, que dão nome aos prédios. "Ele incluiu uma cláusula de inalienabilidade e outra de incomunicabilidade, impedindo que os imóveis passassem para os maridos e fossem vendidos antes de atingirem determinada idade, um recurso comum antigamente e que causava a deterioração de muitos imóveis", conta. Os contratos de aluguel ficaram defasados e as herdeiras não conseguiram retomar os imóveis. "Quando pudemos comprar, estavam muito deteriorados", diz.

Outro caso é o Edifício Concórdia, na Avenida Ipiranga, 1.248. Era um prédio de escritório dos anos 1950 que foi transformado em 2008 em moradias por Pierre e Marina Mermelstein.

Preço. Bernardes conta que no caso do Samambaia, comercializado há quatro anos, teve dificuldade para vender as unidades a R$ 80 mil. Hoje, segundo o sócio da empresa Centro Vivo, Henrique Staszewski, não há nada abaixo de R$ 150 mil na área. "Tem um na Rua do Boticário, há duas quadras da Praça da República, que começou a ser vendido por R$ 130 mil e hoje custa R$ 170 mil."

A Centro Vivo foi fundada em 1997 pelo pai de Staszewski, um alemão que se instalou na Bela Vista. "Aprendi o negócio com ele, que desde então compra prédios de um único proprietário, reforma e vende a preços 20% abaixo do mercado", conta. A construtora já requalificou 30 prédios no Centro, entre eles um projetado por Caio Bratke, na Rua Avanhandava. "Os imóveis são grandes, têm pé direito alto e janelões que garantem boa iluminação natural."

O fato de vender a preços abaixo do mercado atrai investidores, que provocam alta ainda maior. "Há dois meses finalizamos a venda de um empreendimento na Rua Frei Caneca, com apartamentos de 102 a 130 m² de área útil, vendidos por R$ 280 mil a R$ 320 mil. Hoje, vários estão sendo revendidos a pouco menos de R$ 400 mil", conta.

Brasil é o quinto país em construção sustentável


Fonte: ImovelWeb

Vinte e três selos verdes emitidos pela Green Building Council Brasil foram suficientes para deixar o Brasil como o quinto no mundo em construções sustentáveis. A lista de certificados brasileiros inclui o Centro de Cultura Max Feffer, o Ecopatio Bracor Imigrantes e o Building the Future da Boehringer Ingelheim.

O ranking produzido pela Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental) contou o número de certificações com selo verde para construções sustentáveis em 2010 como formas de premiação para os países mais bem colocados. O Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China, respectivamente.

Os selos verdes são certificados que propõem atestar características socioambientais a empresas, melhorando a aplicabilidade das construções e dos serviços. É por isso que o Brasil, que será sede de grandes competições internacionais nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas em 2016, espera certificarem com o selo verdes várias outras construções.

Ainda em 2010, o país já possuía cerca de 210 construções em processo de certificação, incluindo estádios de futebol, shoppings centers, bairros e escolas. Para 2011, a expectativa é de aumentar esse número de 23 construções sustentáveis para 58 edificações com selos verdes, além de listar mais 300 empreendimentos em processo de certificação.

A evolução mundial de empreendimentos sustentáveis é nítida nos últimos anos. Até 2006, só havia 500 empreendimentos sustentáveis no mundo e hoje já são registrados cerca de 10 mil edifícios e mais de um milhão de residências sustentáveis.

Nas construções certificadas pelo Leed o consumo de energia requerido é 30% menor, em média, e o de água cai entre 30 e 50%. Além disso, estes empreendimentos reutilizam água, usam tecnologias de aquecimento e geração de energia, reduzem a quantidade de lixo gerado e usam materiais ecologicamente corretos nas obras.

"Papel imobiliário" dispara e supera R$ 1 bilhão


Fonte: DCI

O boletim da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) aponta que os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) estão a todo vapor. Com apenas sete operações, esse segmento totalizou R$ 1,02 bilhão neste começo de ano apenas. O número de operações é o mesmo em comparação a janeiro de 2010, mas o volume negociado apresenta expressiva elevação, passando de R$ 25 milhões no ano passado para R$ 146 milhões no início de 2011.

Alberto Kiraly, vice-presidente da Anbima, atribui essa disparada ao aquecimento do setor imobiliário no Brasil. Para ele, o CRI pode ser uma alternativa interessante aos que pretender ingressar no mercado.

“Esse crescimento está associado a toda a demanda do mercado que vimos no ano passado, que teve um grande número de projetos apresentados. Acredito em uma consolidação deste mercado imobiliário e acho uma alternativa interessante para acessar o mercado de capitais”, analisa Kiraly.

As Notas Promissórias captaram R$ 552 milhões. Já estão em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Anbima R$ 1,2 bilhão em emissão de debêntures. Renda variável também teve sua parcela expressiva de aceleração neste começo de fevereiro. A CVM registrou R$ 2,2 bilhões em ofertas primarias e secundárias de ações e mais doze estão em análise.

Já as captações externas devem seguir, neste ano, o ritmo de 2010. Segundo o relatório, já é esperada a emissão de US$ 10 bilhões neste início de ano, sendo que a Petrobras lidera essas emissões com montante de US$ 6 bilhões. Essa será a primeira emissão, pois até 2014, a petrolífera pretende realizar operações que cheguem a US$ 40 bilhões no mercado de dívidas.

Já o Banco Votorantim anunciou ontem que emitirá US$ 500 milhões em bônus no mercado externo, o que ajudará a impulsionar ainda mais o mercado de capitais ao longo do ano. O vice-presidente da Anbima Alberto Kiraly, explica que esse número crescente de captação no exterior deve-se à necessidade das empresas de granjear recursos. “As empresas que precisavam arrecadar fundos aproveitaram o bom momento e o mercado externo favorável para captar. É um mercado mais competitivo para as empresas que têm receita em dólar e atuam com exportação”, explica Kiraly.

Em 2010, a entidade registrou captações internacionais de US$ 53,7 bilhões, recursos estes dos quais 75% ficaram concentrados no mercado de títulos de renda fixa.

No final do ano passado foram registradas 72 operações que somaram R$ 1,597 bilhão em dezembro; no acumulado do ano o montante chegou a R$ 40,370 bilhões. No mercado doméstico, os títulos de dívida também foram os mais procurados em janeiro. A Anbima registrou R$ 3,5 bilhões em operações de renda fixa, crescimento de 15,4% em comparação ao mesmo período de 2010. Só em janeiro foram contabilizadas cinco operações que arrecadaram R$ 637 milhões.

O maior volume ficou por conta das debêntures emitidas via esforços restritos que atingiram R$ 1,7 bilhão no mês anterior. Para o vice-presidente da Anbima, esse cenário pode mudar ao longo deste ano, pois o mercado em expansão abrirá espaço à novos investidores. “Acho que o mercado vai apresentar este ano um crescimento em relação ao ano passado, e neste momento será necessário expandir a base de investidores, isso dado o volume de recursos e necessidade de financiamento das empresas. Terão de ser realizadas operações via instrução 400 da CVM; não dá para depender apenas de 20 investidores no mercado”, explica.

Quantos aos fundos, “no último trimestre a renda fixa foi bastante puxado e esperamos que essa tendência continue”, explica o vice-presidente da Anbima. A entidade espera também uma forte recuperação no setor de ações. “Já é possível perceber uma recuperação das ações só neste início de ano com o número de ofertas públicas iniciais [IPO, na sigla em inglês] e follow-ons”, explica Kiraly.

A Multiplan anuncia mais duas torres comerciais junto ao Morumbi Shopping


Fonte: In Press Porter Novelli

A Multiplan anuncia o desenvolvimento do Morumbi Corporate, empreendimento composto por duas torres comerciais de alto padrão para locação em São Paulo, junto ao MorumbiShopping. Serão 18 e 26 andares com 36,5 mil e 36,9 mil m² de Área Bruta Locável (ABL) respectivamente. O investimento total estimado é de R$ 444 milhões, dos quais 21% já foram investidos no projeto. A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2013. A Multiplan detém 100% de participação no projeto.

O projeto de arquitetura exclusivo é assinado por Aflalo e Gasperini Arquitetura e utiliza parâmetros do “selo verde”, em preparação para certificação LEED (Leadership in Energy & Environmental Design). Este certificado é concedido pela Green Building Council Brasil, instituição não-governamental voltada para a eco-eficiência de edificações no mundo.

O empreendimento reforça a estratégia da companhia de desenvolver complexos multiuso, que combinam empreendimentos comerciais e residenciais com operações de shopping centers, aumentando o fluxo de consumidores e promovendo o efeito sinérgico entre comércio e serviços.

O Morumbi Corporate complementa o complexo criado em torno do MorumbiShopping, que inclui o Morumbi Office Tower, um dos primeiros edifícios comerciais da Avenida Berrini; o Centro Profissional MorumbiShopping, construído sobre a expansão do shopping center e integrado a ele; e o MorumbiBusinessCenter, que tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2011.

Multiplan - líder em faturamento no setor de shopping centers no Brasil, a Multiplan possui operações estratégicas no setor de incorporação imobiliária residencial e comercial, gerando sinergia com as atividades relacionadas aos shopping centers.

A companhia desenvolve, opera e detém uma das melhores carteiras de shoppings do país com 13 unidades próprias e outras cinco em desenvolvimento. Estão em operação o BarraShopping e New York City Center, no Rio de Janeiro; BH Shopping, DiamondMall e Pátio Savassi, em Belo Horizonte; MorumbiShopping, Shopping Anália Franco e Shopping Vila Olímpia em São Paulo; RibeirãoShopping e Shopping Santa Úrsula, em Ribeirão Preto (SP); ParkShopping, em Brasília; ParkShoppingBarigüi, em Curitiba e BarraShoppingSul, em Porto Alegre; e em desenvolvimento estão VillageMall e ParkShoppingCampoGrande no Rio de Janeiro, JundiaíShopping e ParkShoppingSãoCaetano em São Paulo, além de Shopping Maceió, na capital alagoana. O portfólio de shoppings em operação soma mais de 545 mil m2, 3.500 lojas e tráfego anual de aproximadamente 150 milhões de consumidores.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bolsa e FGV lançam índice imobiliário



Primeiro indicador do gênero servirá de parâmetro para mercado de imóveis comerciais

Fonte: Exame.com
Por: Julia Wiltgen
 
São Paulo - A BM&FBovespa e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) lançam, nesta sexta-feira (11) o Índice Geral do Mercado Imobiliário-Comercial (IGMI-C). Trata-se do primeiro indicador de rentabilidade do setor imobiliário brasileiro. O índice se tornará uma referência para o mercado de imóveis comerciais, como escritórios, galpões e shopping centers. O primeiro IGMI-C será divulgado na própria sexta.

O índice que leva em conta a valorização do metro quadrado dos imóveis comerciais foi desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), com patrocínio e colaboração de outras 26 entidades e empresas do setor financeiro e imobiliário. O objetivo do indicador é aumentar a transparência em relação à formação dos preços de compra, venda e locação de imóveis, de forma a servir de parâmetro ao investidor.

Hoje em dia, os investidores só podem acompanhar o desempenho de sua própria carteira, mas não têm noção de como aquela rentabilidade se posiciona em relação ao mercado como um todo, ou mesmo se estaria em patamares irreais. No limite, o IGMI-C poderia servir de parâmetro até mesmo para o investidor identificar uma possível bolha imobiliária.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os imóveis corporativos que ficam prontos neste ano em São Paulo


Empresas terão muitas opções de imóveis comerciais para instalar seus escritórios, principalmente nas regiões da av. Faria Lima e marginal Pinheiros

Fonte: Exame.com
Por: João Sandrini

A cidade de São Paulo está em obras

Quem investe em imóveis para locação não tem do que reclamar do ano de 2010. Apenas 2,3% das áreas disponíveis para aluguel em edifícios de alto padrão estão desocupadas, segundo a consultoria Colliers, uma das maiores do mundo na área imobiliária. Para que não houvesse pressão sobre os preços, seria necessário que cerca de 7% dos escritórios estivessem vazios. As empresas à procura de áreas para se instalar foram obrigadas a aceitar um reajuste médio de 17% nos valores de locação no ano passado (isso já descontada a inflação). O principal problema da cidade foi a falta de lançamentos. Apenas 25.500 metros quadrados de escritórios de alto padrão foram entregues em 2010 - contra uma absorção de 119.500 metros quadrados no período. Esse cenário tende a mudar radicalmente neste ano, quando devem ser colocados no mercado de locação cerca de 230.000 metros quadrados em imóveis corporativos de excelente nível na cidade de São Paulo. Em 2012 e 2013, está prevista uma nova enxurrada de entregas. "O novo inventário com previsão de entrega para os próximos três anos atenderá não só a demanda reprimida como também a necessidade de empresas de médio porte", diz a Colliers. Tanto que a consultoria prevê aumentos discretos no valor dos aluguéis neste ano e no próximo e estabilização a partir de 2013. Confira a seguir vários imóveis corporativos que serão entregues neste ano.

Prédio da Previ será um dos melhores da Berrini


Um dos melhores prédios a serem entregues neste ano na cidade de São Paulo é o Eco Berrini. Localizado na av. Eng. Luiz Carlos Berrini, 1.400, o edifício fica bem próximo à marginal Pinheiros, à ponte estaiada e à estação de trem Berrini (linha 9 - Esmeralda). A região tem ganhado importância como polo de atração de grandes empresas. Nos últimos anos, instalaram-se por ali principalmente companhias da área de tecnologia e grandes multinacionais. Com previsão de conclusão em abril, o Eco Berrini deve adicionar quase 48.000 metros quadrados em área útil para a instalação de escritórios de altíssimo padrão ao inventário da cidade de São Paulo. Em dezembro, o prédio de 32 andares foi vendido por 560 milhões de reais pela Prosperitas, um dos maiores fundos imobiliários do país, para a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Esse se tornou o maior investimento imobiliário da carteira da Previ, que possui participações em diversos shoppings e mais de 40 prédios comerciais - entre eles, o WTorre Nações Unidas (SP), o Parque Cidade Corporate (DF) e o RB1 (RJ).

Pátio Malzoni é a joia da Faria Lima


Um dos empreendimentos imobiliários mais aguardados da cidade é o Pátio Malzoni, localizado na avenida Faria Lima, principal centro financeiro de São Paulo. A incorporadora Brookfield vendeu no ano passado sua participação no projeto para o grupo Victor Malzoni e o banco BTG Pactual por 601 milhões de reais. Cada um dos mais de 34.000 metros quadrados negociados foi avaliado em 17.655 reais, um valor que na época foi considerado emblemático. Em compensação, os aluguéis cobrados ali não serão nada modestos. Mesmo assim, 80% do edifício já está locado nove meses antes da data prevista a para a conclusão da obra, segundo a CB Richard Ellis, responsável por encontrar inquilinos para o empreendimento. O prédio de escritórios de altíssimo padrão possui 80.000 metros quadrados de área total, sendo que 52.530 foram colocados à disposição das empresas interessadas na locação. A torre única é dividida em três blocos, dois com 19 pavimentos e outro central com 11. Cada laje corporativa alcança até 3.700 metros quadrados - algo que não pode ser encontrado em nenhum outro prédio da av. Faria Lima. Lajes espaçosas tornam mais fácil para uma empresa fazer a distribuição dos escritórios da forma que mais lhe convém. O empreendimento conta com 35 elevadores e 2.500 vagas de estacionamento divididas em cinco subsolos. No térreo, haverá um restaurante Fasano.

Infinity Tower é outra opção na região da Faria Lima

 
Outra opção interessante para empresas que planejam se instalar no Itaim Bibi, nas proximidades das avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek, é o Infinity Tower. Mas é preciso se apressar. Segundo a CB Richard Ellis, a locação de 100% do edifício já está em fase avançada de negociação. Com previsão de entrega no último trimestre de 2011, o prédio possui 35.200 metros quadrados de área total distribuídos em 18 andares. O empreendimento foi desenvolvido pelo grupo internacional GoldenTree InSite Partners, a incorporadora Yuny e o consórcio Ylumak. O projeto arquitetônico é dos escritórios KPF (Nova York) e Aflalo e Gasperini (um dos principais do Brasil).
 
Faria Lima 4440 está 100% alugado

 
A primeira grande novidade deste ano no principal centro financeiro de São Paulo será o Faria Lima 4440 (anteriormente chamado de Faria Lima Acqua). O prédio de 15 andares, com área de 22.112 metros quadrados, será inaugurado no segundo trimestre, mas já está totalmente locado. Os principais inquilinos são instituições financeiras nacionais e estrangeiras, que se concentram nas proximidades das avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek. O preço pedido pelo aluguel do metro quadrado alcançava 150 reais mensais. O empreendimento foi desenvolvido pela incorporadora VBI Real Estate, com projeto arquitetônico do escritório Collaço e Monteiro.
 
JHSF reforça investimento perto do shopping Cidade Jardim

 
A incorporadora JHSF ainda não concluiu os investimentos na região que abriga o shopping Cidade Jardim, na marginal Pinheiros. O projeto já inclui um complexo de nove edifícios residenciais, o Parque Cidade Jardim. Neste ano, também ficará pronto parte do Cidade Jardim Corporate Center, que inclui três torres de escritórios corporativos com um total de 72.000 metros quadrados em áreas disponíveis para locação. A torre Capital Building será a primeira a ser entregue. Em maio, vai agregar quase 15.000 metros quadrados de escritórios ao inventário da cidade. Os escritórios para locação possuem entre 92 e 572 metros quadrados e quatro a nove vagas de garagem. Já a Park Tower fica pronta em dezembro e deve abrigar empresas interessadas em escritórios maiores, com 356 a 743 metros quadrados e 12 vagas de garagem. O complexo ainda inclui a Continental Tower, destinado a grandes empresas, com entrega prevista para abril de 2012. A Votorantim e a Valia (fundo de pensão da Vale) já adquiriram unidades nesta torre. O Cidade Jardim Corporate Center possui uma praça central com espelho d'água, heliponto, business center, centro médico, ar-condicionado central, pé direito duplo no lobby, estrutura para alimentação de funcionários, área para eventos, estacionamentos e infraestrutura de telecomunicações e de geração própria de energia.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

TREND PAULISTA OFFICES: CONHEÇA ESTA GRANDE OPORTUNIDADE!


Clique no informativo para obter maiores informações sobre o projeto.

Alckmin e Kassab assinam pacto de R$ 683 milhões para investir em SP


Fonte: O Estado de São Paulo

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta segunda-feira, 7, a assinatura de um termo de compromisso com a Prefeitura de São Paulo para a realização de convênios nas áreas de educação, habitação, saúde e transporte que irão totalizar R$ 683 milhões. A iniciativa foi firmada em reunião no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, na qual participaram secretários municipais e estaduais, além da presença do prefeito Gilberto Kassab.

O termo de compromisso estabelece ainda a limpeza de 46 córregos no Estado e a urbanização da favela de Heliópolis, na zona sul. "Nessa medida, R$ 490 milhões serão investidos pelo governo estadual, R$ 130 milhões pela Prefeitura de São Paulo e o restante dos recursos serão captados por meio de financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)."

O governador informou que a medida inclui investimentos da ordem de R$ 80 milhões (metade dos recursos virão do governo e a outra metade da prefeitura) para a construção de cerca de 20 creches que deverão criar em torno de 4 mil vagas. O prefeito ressaltou que a maior parte das novas unidades já tem licitação concluída e devem ficar prontas em aproximadamente um ano.

O termo de compromisso inclui também a construção de mais de três mil moradias voltadas para a população afetada pelas enchentes do início do ano. Um terço dessas moradias serão erguidas no centro da capital paulista, como parte de um esforço para revitalização da região.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Boom de imóveis eleva arrecadação de Prefeitura


Fonte: NewMark

Não são apenas imobiliárias, construtoras, incorporadoras e investidores do setor que têm lucrado com o recente boom imobiliário. O aquecimento do mercado de imóveis também tem engordado o caixa das prefeituras.

Dados da receita tributária de sete importantes capitais e algumas cidades de médio porte levantado pela Folha revelam que, na maioria dos casos, a arrecadação com ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) explodiu em 2010.

Esse imposto é cobrado sobre o valor do imóvel em uma transação de venda. Quem paga é o comprador.

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Jundiaí, por exemplo, o percentual de expansão da receita com ITBI em 2010 foi mais que o dobro do aumento da arrecadação com ISS (Imposto Sobre Serviços), principal fonte de renda própria dos municípios.

Muitas cidades grandes registraram aumento da arrecadação com ITBI próximo ou superior a 30% em 2010. Há casos extremos, como o de Jundiaí, no Estado de São Paulo, onde a receita com o tributo deu um salto de 80%.

ESPELHO REAL

A evolução da receita com o ITBI é um espelho mais fidedigno do boom imobiliário do que a arrecadação com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Isso porque as alíquotas do ITBI - que na maioria dos casos variam de 2% a 3% - são cobradas sobre o valor efetivamente pago pelo imóvel.

No caso do IPTU, a tributação incide sobre o chamado valor venal do imóvel, que é calculado por técnicos das prefeituras. Mas há casos, como o do Rio de Janeiro, em que não há revisão desse valor desde 1989.

O ITBI ainda representa fatia pequena da arrecadação total na maioria dos municípios. Mas, segundo João Luiz Marcon, secretário de Finanças de Curitiba, o imposto tem ganhado relevância.

Segundo o economista José Roberto Afonso, especialista em contas públicas, a expansão do financiamento habitacional tem contribuído para o boom do ITBI.

"O financiamento habitacional significa exigência de escritura com valor correto e isso inibe a prática de contrato de gaveta e de subvalorização dos imóveis", diz.

Por lei, 25% da arrecadação de impostos dos municípios, incluindo o ITBI, tem de ser destinada à educação e 15%, à saúde.

José Antonio Parimoschi, secretário de Finanças de Jundiaí, diz não usar a sobra de receita extra com ITBI e IPTU, depois de feitas as alocações exigidas pela lei, para complementar o orçamento de "serviços essenciais". "Hoje, essa arrecadação aumentou. Mas o que vai ser quando começar a cair?"

Obra desapropriará tanto quanto o Metrô


Fonte: NewMark

Intervenções previstas na Operação Urbana Água Espraiada são detalhadas em projeto de lei enviado à Câmara

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) decidiu lançar mão de uma alternativa viária pouco usual em São Paulo -a sobreposição de vias - para poder prolongar a Avenida Chucri Zaidan, nas valorizadas regiões do Morumbi (zona oeste) e Brooklin (zona sul).

Em um trecho de 1 km, a avenida terá duas pistas na superfície e outras duas no subsolo, cada uma com duas faixas.

As pistas subterrâneas serão vias expressas, para quem está de passagem. Já as da superfície terão corredor para ônibus e tráfego local, com acesso a outras vias.

O objetivo é evitar a desapropriação de um número maior de "edifícios verticais e de grande porte" na região.

Apesar da estratégia, a obra vai desapropriar 180 imóveis, numa área de 123,6 mil m2 (17 campos de futebol), semelhante à da linha 17-ouro do metrô, também na zona sul, que terá 21,6 km.

Entre os imóveis atingidos estão duas concessionárias de veículos de luxo -Porsche e BMW- e uma agência da Caixa, que será desativada.

A Chucri Zaidan, que acaba no shopping Morumbi, será estendida por 3,4 km até a av. João Dias, em Santo Amaro. Ligada à av. Luis Carlos Berrini, formará um corredor paralelo à Marginal Pinheiros.

O detalhamento da obra foi oficializado por Kassab no projeto de lei 25/11, enviado no último dia 27 à Câmara -é a primeira proposta do Executivo entregue neste ano. O projeto detalha ainda outras duas intervenções previstas na Operação Urbana Água Espraiada.

Uma é o prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho até a rodovia dos Imigrantes, que terá um túnel de 2.350 metros e um parque linear na superfície.

A outra é a construção de uma nova ponte sobre o rio Pinheiros, na região do parque Burle Marx, entre as pontes Morumbi e João Dias.

Durante as obras, haverá intervenções em 48 ruas e avenidas, como alargamentos e aberturas, além de escavações feitas pelo tatuzão, o mesmo usado no metrô. Mas haverá piora do trânsito também em longo prazo, diz o estudo de impacto ambiental da obra (EIA-Rima), pois o novo corredor Chucri Zaidan-Berrini atrairá tráfego antes destinado a vias como a marginal e a av. Santo Amaro.

POLÊMICA

O projeto de Kassab terá resistência na Câmara. José Américo, líder do PT, diz que ele não deixa claras as contrapartidas sociais das intervenções e se as soluções técnicas escolhidas são adequadas.

"O que vai ser feito com os moradores das favelas? E os túneis são a melhor solução numa área tão próxima ao rio Pinheiros?", questiona.

Para ele e a arquiteta Lucila Lacreta, do Movimento Defenda SP, o projeto deveria ter sido discutido com a população. "É preciso primeiro discutir o EIA-Rima e aí enviar o projeto à Câmara."